Justiça proíbe greve de trabalhadores nas obras de duplicação da BR-163
O grupo prometia fechar a rodovia em manifestação nesta quarta-feira
A Justiça do Trabalho proibiu greve dos trabalhadores que atuam na duplicação da BR-163, em Campo Grande. O grupo prometia fechar a rodovia nesta quarta-feira (dia 15).
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A Justiça do Trabalho proibiu a greve dos trabalhadores da duplicação da BR 163, em Campo Grande, prevista para esta quarta-feira. A decisão impõe multa diária de 50 mil reais em caso de desobediência. O impasse entre a construtora Aterpa e o sindicato envolve o acordo coletivo de 300 funcionários, que reivindicam cinco dias de folga a cada 90 dias para visitar familiares. A empresa ofereceu apenas três dias, e o sindicato tenta juridicamente derrubar a liminar para manter a paralisação.
“Depois de duas assembleias e deflagração de greve, a empresa conseguiu uma liminar contra o movimento, com multa por desobediência no valor de R$ 50.000,00 por dia”, afirma o presidente do Sinticop (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada do Mato Grosso do Sul), Walter Vieira dos Santos.
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A negociação é com a Aterpa Construtora, terceirizada da concessionária Motiva Pantanal, que administra a rodovia. O sindicato negocia acordo coletivo para 300 trabalhadores. Os pedidos são de visitas aos locais de origem a cada 90 dias, incluindo cinco dias com a família, prazo que exclui o deslocamento, sábados e domingos.
Segundo o presidente do sindicato, a empresa ofereceu três dias. “O trabalhador passa mais tempo viajando e não consegue descansar”, diz Walter. O Sinticop tenta derrubar a liminar que proíbe a greve.
O Campo Grande News solicitou informações ao TRT/MS (Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul) e à Aterpa Construtora. A reportagem aguarda retorno. A Motiva informuou que os colaboradores são de empresa terceirizada.
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