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Capital

"Justiça vai ser feita", diz filha de mulher que morreu após 1 mês de torturas

Francielli morreu estrangulada na madrugada de quarta-feira (26) pelo marido Adailton, que está foragido

Por Ana Oshiro | 28/01/2022 09:25
Filha de Francielli publicou foto nas redes sociais ao lado da mãe, lamentando morte. (Foto: Redes Sociais)
Filha de Francielli publicou foto nas redes sociais ao lado da mãe, lamentando morte. (Foto: Redes Sociais)

"Não deixava eu ter contato com ela, proibiu ela de sair de casa, de mexer no celular, me bloqueou de tudo", disse uma das filhas de Francielli Guimarães Alcântara, de 36 anos, morta na última quarta-feira (26) depois de ser torturada por 27 dias pelo marido Adailton Freixeira da Silva, de 46 anos. A jovem não será identificada por segurança.

Nas redes sociais, a jovem lamenta a morte da mãe e pede por justiça. "Pior dia da minha vida. Só queria que tudo isso fosse mentira, que me ligassem e falassem que minha mãezinha tá bem", publicou a jovem.

De acordo com o depoimento, Adailton tratava Francielli com ignorância, até que a trancou em casa e começou com as torturas. "Ela pediu a separação e esse desgraçado não quis dar", escreve a filha da vítima. Segundo a polícia, o corpo de Francielli estava com muitos ferimentos graves e as nádegas estavam sem pele por causa dos choques que recebia.

Adailton e Francielli em foto publicada no Facebook em janeiro de 2014. (Foto: Redes Sociais)
Adailton e Francielli em foto publicada no Facebook em janeiro de 2014. (Foto: Redes Sociais)

A investigação do crime começou na 6ª Delegacia de Polícia, mas agora, está nas mãos da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Adailton fugiu do local do crime logo após a morte de Francielli, ele saiu em uma moto Honda CD 300 preta, não foi mais visto e é considerado foragido.

Francielli era torturada na frente dos dois filhos mais novos, um bebê de 1 ano e 8 meses e um adolescente de 17 anos, que também era mantido em cárcere privado e ameaçado pelo próprio pai. Um caso extraconjugal, por parte da vítima, é apontado como sendo o principal motivo pelo crime.

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