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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

03/10/2014 16:53

Lixo, abandono e reclamação de descaso em praças de Campo Grande

Aline dos Santos
No São Francisco, praça está abandonada. (Foto: Marcelo Calazans)No São Francisco, praça está abandonada. (Foto: Marcelo Calazans)

Enquanto os moradores sonham com uma praça, academia ao ar livre e um Ceinf (Centro de Educação Infantil), o terreno na rua Cascata, na Vila Belo Horizonte, não passa de chão batido, mato e abandono. “Moro aqui desde 1998 e sempre foi assim. Ante tinha um campinho, os guris jogavam bola. Mas está tudo abandonado”, afirma a funcionária pública federal Catarina Mirian de Souza, 57 anos.

Nos últimos dias, o mato foi combatido com fogo. “A fumaça incomodou todo mundo”, conta. Morando há mais de 40 anos de frente para o que convencionaram a chamar de praça, Tomaz Aranda Garcia, 60 anos, lamenta o descaso. “Em 40 anos, quantos prefeitos já passaram?”, questiona.

Segundo ele, a expectativa é que o local tenha campo de futebol e pista de caminhada. “Dá até para fazer um Ceinf no canto”, afirma.

O problema de abandono das áreas públicas não se restringe a áreas distantes do Centro da cidade. No bairro São Francisco, a praça Humberto Canale virou abrigo para mendigos e usuários de drogas.

Na quadra de esporte, o cenário é de traves de futebol e tabelas de basquete enferrujadas, além de muita sujeira acumulada nos cantos. O local, no cruzamento da avenida Euler de Azevedo com a rua Padre Valentin, não tem brinquedos ou equipamentos para atividade física.

Há dois pontos de ônibus, onde uma insegura espera aguarda os usuários do transporte coletivo. Na área, roupas abandonadas, latas de cerveja e garrafa de pinga revelam que a praça serve de dormitório para andarilhos.

Na Vila Belo Horizonte, terreno de praça está ocioso. (Foto: Marcelo Calazans)Na Vila Belo Horizonte, terreno de praça está ocioso. (Foto: Marcelo Calazans)

Parte da manutenção é feita pelos mototaxistas que trabalham no local. “A gente varre todos os dias”, afirma Rodrigo Dias, 39 anos. Segundo ele, a limpeza da prefeitura é feita duas vezes por mês. Segundo ele, há projeto para a reforma, mas não foi dado nenhum prazo de quando a o espaço público será revitalizado.

“Uma quadra como essa tinha que ser bem arrumadinha. Campo Grande é uma cidade maravilhosa para morar, mas tem que melhorar muito”, diz o operador de betoneira Clésio Macedo, 59 anos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande, um levantamento sobre a situação das praças foi iniciado no ano passado. Contudo, o planejamento com as reformas deve ser apresentado somente em 2015.




Mostrem a pracinha da Euler de Azevedo, é uma vergonha, não parece praça, parece terreno baldio, tem uma quadra poliesportiva completamente destruida, fora isso só tem os moto taxistas que acabaram por tomar conta da pracinha, fica na Euler entre a Ernesto Geisel e a Tamandaré, aos sábados tem feira na rua porque virou ponto, porque praça não tem mais.
 
Max em 03/10/2014 17:44:24
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