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Capital

Mãe denuncia babá por maus-tratos após bebê ter a mão queimada

Laudo confirmou lesão intencional; caso é investigado pela delegacia especializada em Campo Grande

Por Dayene Paz | 07/12/2021 15:17


A Polícia Civil investiga denúncia de maus-tratos após bebê de um ano ter as mãos queimadas com água quente, em Campo Grande. Exame de corpo de delito confirmou que as lesões na criança foram causadas intencionalmente. Os nomes dos envolvidos não serão divulgados pela reportagem, a fim de preservar a identidade dos menores de idade.

A mãe da bebê, auxiliar de enfermagem de 32 anos, contou ao Campo Grande News que, desde o início do ano, deixou a filha com uma babá, porque precisava trabalhar. "Como eu precisava, pois fazia plantão de quase 12 horas, nunca vi nada de errado, pareciam pessoas de bem, então, eu deixei para cuidar da minha filha".

Ela conta que a babá tem 50 anos e a filha dela 15. "Nunca negociei com a menina menor de idade, sempre me reportava à mãe dela, depois que começou a ficar com minha filha", conta. Depois de terminado tempo, a mãe diz que começou a notar mudanças na bebê. "Sempre vinha com alguma coisa, vivia assada de sangrar. Minha filha acordava a noite chorando e eu achava que era porque ela era bebê", relata.

No entanto, passados mais alguns dias, notou que a cabeça da menina doía. "Doía o couro da cabeça dela, não podia encostar". Na data da queimadura, a auxiliar conta que chegou mais cedo em casa e não avisou a babá, que morava próximo. "Cheguei um pouco mais cedo e entrei em casa para fazer café, foi quando eu escutei o choro desesperado da minha filha", lembra.

Ferimento causado na criança. (Foto: Direto das Ruas)
Ferimento causado na criança. (Foto: Direto das Ruas)

A mãe diz que correu para ver o que havia acontecido. "Saí correndo, deixei aberta a casa e quando saí no portão, ela estava na frente com minha filha no colo, com a mão queimada". A mãe levou para o médico, onde a menina recebeu o atendimento necessário.

A auxiliar disse que tentou entender o que aconteceu, questionando a babá. "Ela disse que esquentou água para banheira e ela colocou a mão. Mas eu não conseguia entender, porque não havia queimado a palma e elas me contaram umas quatro versões diferentes", lembra.

A mulher continuou desconfiada de que a filha teria sofrido maus-tratos e, então, acionou a polícia para que o caso fosse investigado. Ao Campo Grande News, a auxiliar enviou o laudo do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), que comprova lesões por imersão, causadas intencionalmente, "podendo caracterizar maus-tratos".

Laudo do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). (Foto: Direto das Ruas)
Laudo do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). (Foto: Direto das Ruas)

A mãe então procurou uma escola particular, onde deixou a filha. "Tirei de lá e coloquei na escolinha. Depois de um tempo, deu para ver as mudanças, a cabeça dela parou de doer, era uma criança quieta, hoje não é mais. Tudo melhorou", revela. "Eu fiquei muito abalada, depois de um tempo, acabei saindo do serviço para ficar em casa e cuidar dela", completa.

O caso corre em segredo de Justiça e é investigado pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente).

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