Manifestação pede que prefeitura reveja ida de Centro POP ao Amambaí
Organizadores dizem que comunidade não participou da decisão e defendem outro local para o serviço

Moradores do bairro Amambaí realizaram um protesto na noite desta sexta-feira (31), em Campo Grande, contra a transferência do Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) para um imóvel ao lado da Escola Municipal José Rodrigues Benfica. Com cartazes e palavras de ordem, o grupo pediu que a prefeitura reveja a decisão e afirmou que a comunidade não foi consultada antes da definição do novo endereço.
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Moradores do bairro Amambaí protestaram na noite de sexta-feira (31) em Campo Grande contra a transferência do Centro POP para imóvel próximo à Escola Municipal José Rodrigues Benfica. O grupo cobra audiência pública e afirma que a comunidade não foi consultada. A prefeitura defende a mudança por limitações estruturais do prédio atual e prevê inaugurar a nova sede até o aniversário da cidade. Novo protesto está marcado para 10 de agosto.
A manifestação ocorreu em frente ao monumento Carro de Boi, no Horto Florestal, e reuniu moradores e comerciantes da região. O grupo defende que a unidade seja instalada em outro local e cobra uma audiência pública para discutir a mudança.
Um dos organizadores do protesto, o empresário José Roberto, morador do Amambaí há 20 anos, afirmou que a mobilização começou há cerca de duas semanas, após moradores descobrirem que o Centro POP seria transferido para a Rua dos Barbosas, esquina com a Rua 26 de Agosto.
"Nós não somos contra o atendimento das pessoas em situação de rua. Elas têm todo o direito de receber assistência. O que questionamos é a escolha do local. A população não foi ouvida em nenhum momento", disse.
Segundo ele, a preocupação dos moradores está relacionada à proximidade da futura unidade com a Escola Municipal José Rodrigues Benfica e com uma escola voltada ao atendimento de alunos com deficiência. "Vai funcionar ao lado de uma escola com crianças pequenas. Os pais estão preocupados e querem participar dessa discussão", afirmou.
José Roberto também alegou que o bairro enfrenta problemas de segurança há anos por causa da concentração de pessoas na Praça Domingos Giordano, onde entidades realizam distribuição de refeições. "Nós convivemos diariamente com furtos de fios, lixeiras e caixas de correio. Trazer o Centro POP para cá só aumenta a sensação de insegurança dos moradores", declarou.
Durante a entrevista, o organizador também fez críticas à administração municipal e afirmou que a prefeitura "impôs" a mudança sem diálogo com a comunidade. Ele disse que os moradores pretendem manter a mobilização até que o município reavalie o projeto.
O grupo já marcou um novo protesto para o dia 10 de agosto, em frente à Escola Municipal José Rodrigues Benfica. A expectativa dos organizadores é reunir moradores, comerciantes e pais de alunos para reforçar o pedido de mudança do endereço.
A prefeitura informou nesta semana que pretende inaugurar a nova sede do Centro POP até o aniversário de Campo Grande. O imóvel escolhido fica na Rua dos Barbosas, onde funcionava uma unidade da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social). Segundo o município, a mudança ocorre porque o prédio atual apresenta limitações estruturais e não comporta mais a demanda de atendimento.
Em nota divulgada anteriormente, a prefeitura afirmou que a nova unidade oferecerá atendimento social, espaço para higiene pessoal, alimentação, guarda de pertences e encaminhamento para serviços públicos. O município também informou que haverá patrulhamento preventivo da GCM (Guarda Civil Metropolitana) no entorno do local.
A reportagem solicitou posicionamento da prefeitura sobre as reivindicações apresentadas pelos moradores no protesto e aguarda retorno.

