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Capital

Marina atribui pico de pressão à rotina intensa e diz: “não tenho mais 45 anos”

Ministra teve mal-estar durante evento e afirmou que episódios são compatíveis com desgaste físico e idade

Por Jhefferson Gamarra e Fernanda Palheta | 22/03/2026 20:10

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou neste domingo (22) que o mal-estar sofrido durante agenda da COP15, em Campo Grande, foi consequência da rotina intensa de compromissos e do desgaste físico acumulado nos últimos dias.

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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, de 68 anos, sofreu um pico de pressão arterial durante evento da COP15 em Campo Grande. O mal-estar foi atribuído à rotina intensa de compromissos e ao desgaste físico acumulado nos últimos dias. Após receber atendimento médico no local, Marina destacou que mantém disciplina no tratamento de saúde, mas reconheceu as limitações da idade. A ministra ressaltou que situações como essa são naturais diante do ritmo de trabalho e lembrou que as autoridades também têm suas fragilidades.

A declaração foi dada após a ministra apresentar um pico de pressão arterial durante o primeiro evento oficial realizado no Palácio Popular da Cultura. Ela recebeu atendimento médico ainda no local, teve o quadro considerado estável e, em seguida, retornou às atividades programadas. Após o atendimento, foi cumprimentada pelo presidente Lula, que lhe deu um beijo na testa. (vídeo acima)

Ao comentar o episódio, Marina destacou que mantém disciplina no tratamento de saúde, mas reconheceu os impactos de uma agenda exaustiva. “Quem tem pressão alta, mesmo sendo disciplinada como eu, que estou no remédio todo santo dia, em situações de agenda intensa, como ficar em São Paulo, chegar tarde da noite em Brasília, sair hoje às quatro e meia da manhã, com conexão para São Paulo, para chegar até aqui… obviamente já não sou mais aquela Marina que tinha 45 anos”, afirmou.

Marina atribui pico de pressão à rotina intensa e diz: “não tenho mais 45 anos”
Ministra Marina Silva durante coletiva de imprensa (Foto: Rogério Cassimiro/MMA)

A ministra ressaltou ainda que, aos 68 anos, situações como essa são naturais diante do ritmo de trabalho. “Agora não sou uma senhora, mas, com 68 anos, tive um pico de pressão, nada mais natural”, disse.

Durante o evento, que ocorreu sob calor e ambiente abafado, Marina relatou que percebeu os sintomas e buscou atendimento. “Achei engraçado que, quando comecei a passar mal, pedi para ir para um lugar mais reservado, porque o sintoma é sempre o mesmo: se for pressão alta, é o mesmo sintoma; se for baixa, também. Fui para um lugar reservado, mas, quando sentei na cadeira, olhei para o outro lado e estava cheio de imprensa”, relatou.

Ela acrescentou que o atendimento ocorreu no espaço disponível naquele momento. “Era o lugar mais reservado que imediatamente encontramos”, explicou. A ministra também fez uma observação sobre a condição humana de autoridades públicas. “As autoridades são seres humanos, biologicamente como qualquer outro, e temos as nossas fragilidades”, concluiu.