Em teste, HU faz cinco cirurgias inéditas de próstata a laser
Hospital operou pacientes com material fornecido temporariamente e iniciou processo de compra de insumos
O Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), realizou cinco cirurgias inéditas no Estado, que trataram pacientes com aumento benigno da próstata. A enucleação prostática com laser de alta potência, como é chamado o procedimento, foi realizada em caráter de teste, com materiais fornecidos temporariamente. O hospital informou que já iniciou o processo para adquirir os insumos e incorporar a técnica à rotina do SUS (Sistema Único de Saúde).
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Os pacientes tinham diagnóstico de hiperplasia prostática benigna, condição caracterizada pelo aumento não cancerígeno da próstata, comum entre homens a partir dos 40 anos. Todos estavam em acompanhamento especializado e apresentavam sintomas importantes do trato urinário inferior. Em alguns casos, havia necessidade de uso de sonda vesical antes da cirurgia.
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A enucleação prostática com laser de alta potência é uma técnica minimamente invasiva realizada por via endoscópica. O procedimento remove o tecido prostático responsável pela obstrução da uretra, melhorando o fluxo urinário e reduzindo os sintomas provocados pela doença.
Segundo o urologista do Humap, João Juveniz, a técnica apresenta vantagens em relação a procedimentos convencionais.
"A enucleação prostática com laser de alta potência é uma alternativa cirúrgica segura e eficaz para o tratamento da hiperplasia prostática benigna. Por ser realizada por via endoscópica, geralmente está associada a menor sangramento, recuperação mais rápida e menor tempo de uso de sonda vesical, além de possibilitar a retirada completa do tecido obstrutivo", afirmou.
A hiperplasia prostática benigna provoca o crescimento progressivo da próstata e pode comprimir a uretra, dificultando a passagem da urina. Entre os principais sintomas estão jato urinário fraco, dificuldade para iniciar a micção, aumento da frequência urinária, urgência para urinar, necessidade de acordar várias vezes durante a noite e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Nos casos mais graves, pode ocorrer retenção urinária.
O tratamento varia conforme a intensidade dos sintomas e pode incluir acompanhamento clínico, medicamentos ou cirurgia. A intervenção costuma ser indicada quando há retenção urinária persistente, infecções urinárias recorrentes ou falha do tratamento medicamentoso.
De acordo com o hospital, as cinco cirurgias integram o atendimento do serviço de Urologia e foram realizadas conforme indicação médica. A expectativa é que, após a aquisição dos materiais necessários, o procedimento passe a ser oferecido de forma permanente aos pacientes atendidos pelo SUS.
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