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Capital

Marquinhos assume compromisso: “Não vai morrer nenhum campo-grandense sem UTI”

"Não tomamos nenhuma medida sem responsabilidade", diz Marquinhos Trad em recado ao governo

Por Ângela Kempfer | 15/06/2021 16:56
Marquinhos Trad e o governado Reinaldo Azambuja em evento realizado no início do ano. (Foto: Arquivo)
Marquinhos Trad e o governado Reinaldo Azambuja em evento realizado no início do ano. (Foto: Arquivo)

Depois do governo do Estado afirmar que os prefeitos que desobedeceram às regras do Prosseguir têm de assumir as consequências, Marquinhos Trad mandou um recado à cidade. “Campo Grande: não vai morrer nenhum campo-grandense longe de um leito de UTI na minha cidade”.

Em entrevista ao programa de Tatá Marques, do SBT, o prefeito disse que não há briga com governo estadual, mas respondeu que "se quiserem jogar a responsabilidade nas minhas costas, fiquem sabendo de uma coisa: eu não fujo de nada, podem jogar. Deus não desampara os justos, e eu estou sendo justo".

Na avaliação dele, a Capital não tomou "nenhuma medida sem responsabilidade". Segundo Marquinhos, a decisão de colocar a cidade em bandeira vermelha, contrariando a classificação cinza do Prosseguir, veio porque "os números estão iguais há 25 dias. Muito altos, mas em patamar igual".

Ele diz que está monitorando pessoalmente a quantidade os leitos de UTI no município. “Porque há 14 meses fechamos a cidade, porque não tinha ninguém vacinado. Se nós progredimos na vacinação e até no uso de máscara, nós vamos voltar ao lockdown?”, questiona.

O prefeito voltou a repetir que “não é o comércio o responsável pelo avanço da covid. A culpa é das festas clandestinas. Quem tem culpa somos nós, prefeitura e governo, que não conseguimos coibir. Mas agora, vamos tentar, unidos, vamos proteger Campo Grande", diz.

No decreto municipal publicado ontem, a prefeitura considerou que “houve mudança repentina nos critérios adotados pelo Comitê Gestor do Programa de Saúde e Segurança da Economia que, mesmo com a melhora dos indicadores de risco epidemiológico, reclassificou a bandeira de Campo Grande para 1 nível de coloração acima”

O prefeito lembrou que em reunião anterior, o comitê do Prosseguir havia definido que "entre 7 e 23 de junho, a cidade deveria ficar em bandeira vermelha. Acontece que 48 horas depois, o Prosseguir se reúne e reclassifica Campo Grande para cinza?". Por isso, a mudança repentina de classificação pegou todo mundo de surpresa.

Marquinhos também questiona a quantidade de atividades consideradas essenciais pelo decreto do Prosseguir, o que inclui igrejas, pet shops, óticas, academias e “até conveniência vendendo álcool”. "Não sou contra esse setores, mas fechar o comércio e serviços? Não é justo”, reclama Marquinhos

Para Marquinhos, o erro é tão claro que “não é à toa que as 4 maiores cidades de Mato Grosso do Sul não estão seguindo o decreto para fechar atividades, serviços e comércio nas suas cidades”.

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