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Capital

Mecânico é condenado a 16 anos por matar homem durante cobrança de dívida

Crime ocorreu nas Moreninhas após desentendimento por R$ 500

Por Geniffer Valeriano | 07/05/2026 14:25
Mecânico é condenado a 16 anos por matar homem durante cobrança de dívida
Alessandro no tribunal do júri durante julgamento (Foto: Juliano Almeida)

O mecânico Alessandro da Anunciação, de 42 anos, foi condenado a 16 anos de reclusão por matar Domingos Ramalho, em junho de 2024, no Bairro Moreninhas, em Campo Grande. O crime ocorreu durante a cobrança de uma dívida de R$ 500. O julgamento foi realizado na manhã desta quinta-feira (7).

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Mecânico Alessandro da Anunciação, de 42 anos, foi condenado a 16 anos de reclusão por matar Domingos Ramalho em junho de 2024, no bairro Moreninhas, em Campo Grande. O crime ocorreu durante cobrança de dívida de R$ 500. O juiz Carlos Alberto Garcete aplicou 14 anos por homicídio qualificado e mais 2 anos pelo porte ilegal de arma. O Ministério Público apontou vingança como motivo, enquanto a defesa alegou legítima defesa.

Conforme a sentença do juiz presidente do 1º Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, Alessandro recebeu pena de 14 anos de reclusão por homicídio qualificado e mais 2 anos, 6 meses e 10 dias-multa pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. A multa foi fixada à razão de 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos, com correção.

Segundo a denúncia, a vítima e o acusado passaram a se desentender após um acidente de trânsito ocorrido em janeiro de 2024. Alessandro afirmou que teve prejuízo de cerca de R$ 2,5 mil e que não foi ressarcido, apesar de tentativas de acordo, inclusive com contato com a esposa da vítima.

No dia do crime, ele disse que encontrou Antônio ao passar em frente à casa dele, tentou conversar, mas houve discussão. Conforme o réu, a vítima teria avançado contra ele com uma peça de motocicleta, momento em que sacou um revólver ilegal e efetuou quatro disparos, alegando temer pela própria vida.

Após o crime, Alessandro afirmou que foi até a oficina onde trabalhava e pediu ajuda para deixar o local. Durante o interrogatório, admitiu ter antecedente por homicídio e disse que comprou a arma após sair da prisão.

Para o Ministério Público, o assassinato foi motivado por vingança ligada à dívida, caracterizando motivo torpe. Já a defesa sustenta que o mecânico agiu em legítima defesa.

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