Inaugurado há um ano, Samu Indígena reduz pela metade a espera nas aldeias
Segundo o Ministério da Saúde, levava ao menos 15 minutos para a viatura chegar
O primeiro Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) Indígena no País foi inaugurado em agosto do ano passado, em Dourados. Em um ano de serviço, a iniciativa reduziu para menos da metade o tempo de espera por atendimento nas aldeias, segundo divulgou hoje (14) o Ministério da Saúde.
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O intervalo entre a ligação para o 192 e a chegada ao local da chamada de emergência passou de 15 minutos para 6 minutos, em média. A equipe das viaturas é toda indígena.
Cerca de 25 mil moradores da Reserva Indígena de Dourados, pertencentes a três etnias, são beneficiados: Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva e Terena. O Samu pode ser chamado a qualquer hora e em qualquer dia.
Desde que foi implantado, o serviço registrou 2,4 mil ocorrências, o equivalente a 204 atendimentos por mês.
Como era antes - Os indígenas dependiam de atendimento do Samu de Dourados, que poderia levar mais de 15 minutos para chegar às aldeias.
"Agora, a presença do Samu Indígena dentro do território assegura que a assistência inicial ocorra com mais agilidade, especialmente em casos de emergência médica, como AVC (Acidente Vascular Cerebral), traumas graves e quadros de insuficiência respiratória", destaca publicação do Ministério.
Trabalham no Samu Indígena 14 profissionais. Sete são indígenas que falam português e guarani, uma das línguas maternas da população local.
O indígena e enfermeiro Everton Nunes Pontes fala da importância da presença de indígenas na equipe. “O conhecimento geográfico da região ajuda no tempo de deslocamento. No início do trabalho, criamos o projeto Samu na comunidade, para orientar as Unidades Básicas de Saúde Indígena e as escolas sobre como acionar o serviço. Isso melhorou a assistência para gestantes, crianças e idosos. Como metade da equipe é formada por indígenas com vivência na comunidade, o atendimento fica mais prático e inclusivo”, disse.
A Secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, reforça a importância da integração entre o serviço e as aldeias. “A presença de profissionais indígenas que falam a língua materna da população deixa o atendimento mais humanizado, pois eles conhecem a vivência dentro dos territórios e a cultura local de cada etnia”, afirmou.
Transferência - A unidade é submetida à Central de Regulação de Urgências do Samu Regional Dourados. Se for preciso, a viatura faz a transferência para unidades de saúde e hospitais da região para o paciente receber assistência especializada.
O apoio de uma equipe de Suporte Avançado também pode ser solicitado, bem como outras equipes do Município de Dourados.
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