Corpo de motorista morto após ponte desabar é liberado para velório na Capital
Corpo foi retirado do caminhão, passou por necroscopia e foi liberado para a família

O caminhoneiro que morreu após a ponte sobre o Rio Taquari desabar na MS-168 foi identificado como Alexandre de Freitas, de 49 anos. Morador de Campo Grande, ele ficou preso na cabine do caminhão depois que parte da estrutura de concreto cedeu durante a passagem do veículo, na manhã de quinta-feira (13), na região pantaneira.
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Segundo atualização divulgada pelo Governo de Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (14), o corpo de Alexandre foi retirado do veículo por mergulhadores do Corpo de Bombeiros ainda na tarde de quinta-feira. A vítima presa à cabine do caminhão, que ficou submerso no Rio Taquari.
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Após o resgate, o corpo passou por necroscopia e foi liberado para a família. O velório será realizado em Campo Grande, cidade onde Alexandre morava, mas o local e a data da cerimônia ainda não foram confirmados.
O caminhoneiro conduzia um Mercedes-Benz Actros 2651S e, conforme a nova nota do governo, transportava lingotes de concreto. Ele estava sozinho no veículo no momento do acidente. A informação divulgada anteriormente de que havia um passageiro no caminhão foi corrigida pelo Governo do Estado.
O caminhão permanece submerso no rio. Parte da estrutura da ponte que cedeu está sobre o veículo, e a retirada ainda está sendo analisada pelas equipes responsáveis devido à dificuldade da operação.
Ponte desabou durante passagem - O acidente aconteceu na manhã de quinta-feira, quando a ponte de concreto armado cedeu durante a travessia do caminhão. A estrutura é a ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari, na Estrada Taquari, trecho conhecido como MS-168.
A ponte tinha 168 metros de extensão e 4,80 metros de largura e foi inaugurada em 2009, durante o governo de André Puccinelli. A obra custou R$ 2,1 milhões, conforme informações divulgadas antes da inauguração.
A MS-168 interliga as regiões pantaneiras do Paiaguás e da Nhecolândia, conectando as MS-214 e MS-423. O ponto onde ocorreu o acidente fica dentro do município de Corumbá, mas a cidade mais próxima é Coxim, localizada a cerca de 115 quilômetros da ponte.
Causas ainda são investigadas - Ainda não há uma conclusão sobre o que provocou o colapso da estrutura. De acordo com o Governo do Estado, equipes da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e da Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), além das forças de segurança e outros órgãos envolvidos, trabalham para identificar as circunstâncias que levaram a ponte a ceder.
A nota oficial ressalta que não existem, até o momento, resultados consolidados que permitam apontar a causa do acidente.
Na quinta-feira, após o desabamento, equipes do Corpo de Bombeiros de Coxim iniciaram o atendimento e mergulhadores de Campo Grande foram deslocados para as buscas. O trabalho de localização do caminhoneiro se estendeu por cerca de nove horas até a localização da cabine submersa.
A região tem dificuldades de acesso e comunicação, o que também interferiu no atendimento e no repasse de informações ao longo da ocorrência.
Rota alternativa - Com a ponte destruída, o Governo do Estado orienta os motoristas a utilizarem rotas alternativas pela MS-423 ou pela MS-214, rodovias conectadas pela MS-168, utilizando a BR-163 como via de ligação.
A interdição da travessia afeta uma região utilizada para a ligação entre áreas dos pantanais da Nhecolândia e do Paiaguás. Conforme informado anteriormente pelo prefeito de Coxim, Edilson Magro (PP), a mudança de trajeto pode aumentar o percurso em cerca de 100 quilômetros para quem precisa atravessar a região.
O desabamento ocorre poucos dias depois de outro acidente envolvendo uma ponte em Mato Grosso do Sul. No início da semana, uma carreta carregada de milho caiu de uma ponte na MS-455, em Sidrolândia. Na ocasião, ninguém ficou ferido.

