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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

08/05/2014 15:50

Mecânico foi morto por engano em encomenda por dívida de R$ 40 mil

Edivaldo Bitencourt e Filipe Prado
Klevin negou participação no crime, mas teria sido reconhecido por testemunhas (Foto: Marcelo Victor)Klevin negou participação no crime, mas teria sido reconhecido por testemunhas (Foto: Marcelo Victor)

O mecânico João Ricardo Gervázio Júnior, 28 anos, foi assassinado a tiros por engano no lugar do cunhado, identificado como Emerson. Segundo a Polícia, o assassino viu a vítima de costas e o matou, achando que estava cumprindo as ordens do mandante, que tinha uma dívida de R$ 40 mil com o empresário e encomendou a sua morte para se livrar do débito.

João Ricardo foi vítima de uma grande coincidência. Ele foi até o escritório do cunhado na Vila Ieda para consertar a caminhonete de Emerson. Segundo a Polícia, neste momento, o assassino chegou e o matou a tiros.

Segundo o delegado Tiago Macedo dos Santos, titular da 4ª Delegacia de Polícia, o autor dos disparos é o mecânico Kelvin Vieira Romin, 22, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e foi preso ontem à tarde em uma conveniência do Bairro Universitário, na saída para São Paulo.

O acusado de ser o mandante do crime é Luiz Santos de Matos, o Júnior, 32. Ele também está com a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. No entanto, Júnior está foragido, usando nome falso e fora da Capital, conforme o delegado.

Delegado apresentou o resultado da investigação na tarde de hoje (Foto: Marcelo Victor)Delegado apresentou o resultado da investigação na tarde de hoje (Foto: Marcelo Victor)
Júnior é acusado de mandar matar home para não pagar dívida de R$ 40 mil (Foto: Marcelo Victor)Júnior é acusado de mandar matar home para não pagar dívida de R$ 40 mil (Foto: Marcelo Victor)

O crime – Conforme as investigações da Polícia, Júnior contraiu um empréstimo de R$ 40 mil com Emerson, que não teve o nome completo divulgado pelo delegado. Como garantia, ele ofereceu um veículo.

No entanto, com a promessa de angariar dinheiro para pagar o financiamento, ele pegou o carro de volta e ofereceu uma herança como garantia. No entanto, Emerson descobriu que a herança seria dividida entre várias pessoas e a parte de Júnior só equivalia de 10% a 15% da dívida.

No dia 17 de março, no dia anterior ao crime, Júnior foi até o escritório e foi cobrado pelo empresário. No dia do assassinato, ele voltou a conversar com Emerson e prometeu dar um veículo para quitar a dívida.

Três minutos após a saída de Júnior, Kelvin chegou ao escritório e encontrou João Ricardo de costas, mexendo na caminhonete de Emerson. Para o delegado, ele achou que era o credor do amigo e efetuou os disparos. O assassino chegou e saiu a pé do escritório.

Segundo o delegado, ele foi reconhecido por duas testemunhas que trabalhavam em uma obra na frente do escritório.

Kelvin tem uma dívida com acusado de ser o mandante do assassinato (Foto: Marcelo Victor)Kelvin tem uma dívida com acusado de ser o mandante do assassinato (Foto: Marcelo Victor)

Hipótese – Tiago Macedo ressaltou que Kelvin e Júnior são “amigos” e “integram o mesmo grupo criminoso”. O acusado de efetuar os disparos tem passagens na Polícia por dano, ameaça e desobediência.

Inicialmente, os policiais adotaram a linha de investigação de que a morte foi vingança. Emerson teria ajudado um amigo a recuperar uma motocicleta roubada.

No entanto, essa hipótese foi descartada quando os operários reconheceram Kelvin por fotografias mostradas na delegacia. Em seguida, chegaram a ligação dele com Júnior.

Júnior também será investigado pela morte de um traficante nas Moreninhas em junho do ano passado. Ele teria mandado executar o homem também para se livrar do pagamento de uma dívida.

Inocente – Em entrevista, durante a apresentação na 4ª DP, Kelvin negou qualquer participação no assassinato. “No dia do crime, eu estava em Bela Vista para comprar diferencial de uma F-250”, garantiu.

Ele destacou que já tinha encontrado Emerson em um campeonato de automobilismo. “Eu conheço ele, não teria matado por engano”, afirmou.

Ele contou que conhece Júnior. “Ele me deve R$ 22 mil por um carro que vendi”, contou o mecânico.
A Polícia indiciou os dois por homicídio doloso triplamente qualificado e por erro de pessoa.

No do assassinato, bombeiros socorreram João Ricardo, que teria sido alvo dos disparos por engano (Foto: Cleber Gellio/arquivo)No do assassinato, bombeiros socorreram João Ricardo, que teria sido alvo dos disparos por engano (Foto: Cleber Gellio/arquivo)


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