Defesa alega "equívoco" para tentar reverter prisão de membro da família Jafar
Felipe Paroschi Jafar está preso no Centro de Triagem, em Campo Grande
A defesa de Felipe Paroschi Jafar, preso em operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na última terça-feira (dia 7), protocolou pedido de relaxamento da prisão preventiva.
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A ação, batizada de “Gutenberg”, colocou boa parte da família Jafar atrás das grades. Também foram presas a mãe e a irmã de Felipe, enquanto a polícia continua à procura de seu irmão.
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“Já estamos trabalhando para reverter uma das prisões, fruto de um evidente equívoco do Gaeco que, neste caso, não condiz com a habitual qualidade do Ministério Público. Diversos erros induziram o Judiciário a uma prisão ilegal e completamente dissociada da verdade real, o que será demonstrado pelo senhor Felipe Jafar com serenidade no curso do processo”, afirma o advogado Guilherme Tabosa.
Felipe Jafar está preso no Centro de Triagem Anísio Lima, no Jardim Noroeste, em Campo Grande. Ele era lotado na Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) desde 2024. O servidor comissionado era assessor II da agência, recebendo salário bruto de R$ 11.324,00, com rendimento líquido de R$ 8.402,53. No dia seguinte à operação, Felipe foi exonerado.
O Gaeco também prendeu a cirurgiã-dentista e sócia-administradora da Gráfica Alvorada, Rossana Paroschi Jafar, e a empresária e médica Olívia Paroschi Jafar. Giovanni Paroschi Jafar é o único membro da família que ainda não foi localizado pelas autoridades.
Outro investigado que ainda não teve o mandado cumprido é Heyder Bartz, que se apresenta nas redes profissionais como estrategista educacional e diretor executivo de projetos voltados à área de educação. A advogada Beatriz Ponte Navarini informou neste sábado (dia 11) que elabora um pedido para derrubar a ordem de prisão, pois só teve acesso aos autos ontem.
A Operação Gutenberg resultou em 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
A investigação constatou a existência de organização criminosa para fraudes em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A partir de Campo Grande, o esquema de R$ 27 milhões se espraiava pelo Estado, liderado por empresários que atuavam como principais articuladores.
Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta por inexigibilidade de licitação para a aquisição de livros paradidáticos.
“Verificou-se que os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era pulverizada entre seus integrantes, servidores corrompidos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita”, aponta o Gaeco.
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