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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

22/03/2012 14:08

Medida da Anvisa não vai prejudicar cirurgias, avalia entidade de médicos

Paula Vitorino

A suspensão de fabricação de próteses mamárias nacionais ou a importação de marcas internacionais sem certificado da Anvisa não deve prejudicar as cirurgias de próteses mamarias em Mato Grosso do Sul, tranquiliza o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica/MS, Alcides Martins Arruda.

A medida da Anvisa entrou em vigor hoje, ou seja, ainda podem ser utilizadas e comercializadas próteses fabricadas até à 0h de ontem, que estejam nos estoques dos fornecedores.

Após o prazo, as próteses só poderão ser importadas ou fabricadas no Brasil se tiverem o selo do Inmetro. O órgão tem até o dia 31 deste mês para publicar no Diário Oficial da União (DOU) os requisitos para obtenção do selo.

A partir da publicação, a Anvisa determinará os prazos de adequação para importadores, fabricantes e comerciantes, que poderão retomar o fornecimento e obter o selo.

O cirurgião plástico acredita que o fornecimento deve ser normalizado entre 15 e 20 dias e que os estoques de próteses devam suprir a demanda nesse período. No entanto, ele pontua que pode haver falta de próteses caso o prazo exceda o previsto.

“Na Capital acredito que não deva faltar. Cidades com maior demanda, como São Paulo, podem ter mais problemas caso os estoques não derem conta”, diz.

Ele ainda tranqüiliza as pacientes afirmando que, caso venha a faltar próteses, as cirurgias deverão ser adiadas por períodos mínimos.

Segundo a SBCP/MS, são feitas cerca de 100 à 150 cirurgias para implantação mamária na Capital.

Ele destaca que a Sociedade aprova a determinação, mas crítica o fato dos cirurgiões não serem comunicados com antecedência. "Ficamos sabendo ontem pela mídia", diz.

É seguro - O presidente garante que a implantação de próteses é segura e que a medida da Anvisa só tem o objetivo de oferecer ainda mais segurança no processo.

A medida foi tomada após escândalo envolvendo a fabricante de duas marcas européias, que misturava silicone com outros produtos nas próteses. Várias pacientes apresentaram problemas após a cirurgia de implantação mamária.

“Foi um caso isolado e porque o fabricante mesmo admitiu que agiu de má fé. Misturou outros produtos na fabricação para diminuir os gastos”, diz.

O presidente ressalta que a Anvisa não encontrou outras irregularidades para motivar a medida e que a determinação só vem corrigir uma falha na fiscalização.

“É uma fiscalização que já deveria ser feita pela Anvisa desde o início das fabricações de próteses”, diz.

Agora, os produtos serão avaliados quanto à segurança em ensaios mecânicos, biológicos e químicos nos laboratórios antes de obter o selo de identificação da conformidade do Inmetro.

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