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Operação contra PCC fez buscas na Capital e Aparecida do Taboado

Dos 142 mandados de prisão em 45 cidades do Brasil, 62 foram cumpridos dentro de presídios. Todos tinham atuação em SC.

Por Mirian Machado | 25/02/2021 16:25
Policiais rodoviários federais durante cumprimento de mandado na Operação Maserati (Reprodução/Uol)
Policiais rodoviários federais durante cumprimento de mandado na Operação Maserati (Reprodução/Uol)

A Polícia Federal em conjuntos de vários outros órgãos de segurança pública cumpriu 142 mandados de prisão contra integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), em 45 cidades de 6 estados do Brasil. Em Mato Grosso do Sul, foram cumpridos mandados em Campo Grande e Aparecida do Taboado.

Além das prisões foram cumpridos também 142 mandados de busca e apreensão.  Ao todo participaram da megaoperação 400 policiais civis, militares, rodoviários federais, agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e penitenciários.

Conforme informado na coletiva por videoconferência nesta tarde (25), dos mandados de prisões, 62 foram cumpridos dentro de presídios.

Não foi especificado detalhes do cumprimento de mandados na Capital e em Aparecida do Taboado.

A investigação teria iniciado há 9 meses em São Miguel do Oeste quando o Gaeco identificou que faccionados tentavam expandir a organização tomando cidades menores e posteriormente chegar ao litoral e assim tomar o estado de Santa Catarina.

Segundo o delegado do Gaeco Eduardo Matos Integrante do núcleo, foram identificados ao menos 18 cargos dentro da facção. Entre eles há quem é responsável por manter o cadastro dos faccionados, outro para gerir a venda de drogas, há quem fica responsável por armazenar drogas e armas, outro para tratar de demandas dos internos do sistema prisional, há o geral da rua 9cargo mais elevado) responsável por dar aval a execuções de desafetos e integrantes que cometem falta. “Em estados predominantes há mais cargos e aqui (SC) eles estavam já expandindo esses cargos”, informou.

Além da relação com tráfico de drogas, os integrantes seriam responsáveis por pelo menos 11 homicídios, 1 tentativas de homicídios, 1 sequestro e vários roubos. “Encontramos vários vídeos de execuções, além de informações relacionadas ao tribunal do crime onde são definidas as mortes”, disse Matos.

De acordo com a Promotora de Justiça Marcela de Jesus Boldori Fernandes, apesar das prisões ocorrerem em vários estados, o objetivo dos integrantes era chegar no litoral e com foco em Joinville por causa da proximidade dos portos, Argentina e Paraguai. “Todos presos hoje, embora foram presos em várias cidades, tinham atuação e identificação em Santa Catarina”, afirma.

Durante a prisão, um dos integrantes afirmou ainda que a facção atua em 27 estados do Brasil e 28 países.

A Operação Maserati, como o nome da marca de veículos luxuosos, é resultado de investigação que identificou a expansão da atuação da facção criminosa com foco na região de fronteira entre as cidades de São Miguel do Oeste, Chapecó e Dionísio Cerqueira, assim como Joinville em razão da proximidade dos portos de Santa Catarina e Paraná.

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