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Capital

"Mistura de pânico e raiva", diz copeira assediada em ônibus no Aero Rancho

Autor de assédio foi preso em flagrante dentro de terminal

Por Dayene Paz e Bruna Marques | 20/10/2021 08:05
Vítima conversou com a reportagem, enquanto esperava para registrar o B.O. (Foto: Henrique Kawaminami)
Vítima conversou com a reportagem, enquanto esperava para registrar o B.O. (Foto: Henrique Kawaminami)

"Uma mistura de pânico, raiva e indignação". O sentimento de revolta é da copeira, de 41 anos, vítima de assédio sexual dentro de um ônibus, na manhã desta quarta-feira (20), em Campo Grande. Ela procurou ajuda do motorista e o autor, um homem de 47 anos, foi preso em flagrante pela GCM (Guarda Civil Metropolitana). A mulher terá o nome preservado.

Na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), a vítima esperava para registrar a ocorrência. Ainda muito nervosa, contou ao Campo Grande News que esperava o ônibus em um ponto da Rua Santa Quitéria, Bairro Aero Rancho, para ir ao trabalho.

Ela embarcou na linha 110 (Parque Do Sol, Dom Antonio e terminal Aero Rancho), quando notou que um homem começou a encostar nela. "Fiquei tão nervosa que nem consegui ver o rosto dele no momento", conta.

A copeira então foi para perto da catraca do coletivo. "Ele foi atrás e começou passar o braço na minha bunda. Quando o ônibus entrou no terminal, ele apertou a minha cintura". Assustada, a mulher chamou o motorista e pediu ajuda para chamar a polícia. "Ele [suspeito] pediu desculpas, disse que não podia acontecer nada com ele", diz a vítima.

O homem então foi preso pela equipe da GCM que estava no local. "Nunca passei por isso, foi uma mistura de pânico, raiva e indignação", lamenta a mulher, que se diz com medo, pois depois conseguiu ver o rosto do suspeito. "Ele pega ônibus no mesmo ponto que eu e mora perto da minha casa. Eu já conhecia ele de vista das vezes que pegamos o mesmo ônibus", revela.

Mesmo com medo, a copeira afirma que espera que o autor não fique impune e incentiva a denúncia. "Eu não sei o que vai acontecer com ele, mas deve ser punido. As mulheres precisam denunciar, não podemos ficar quietas", pondera. "Tenho filhas e não quero que aconteça com elas o que aconteceu comigo, e nem com outras mulheres".

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