Moradores limpam barro acumulado depois da chuva forte
Ruas ficaram cobertas de lama e galhos após alagamentos que deixaram carros ilhados
A manhã desta sexta-feira (20) foi de limpeza em bairros atingidos pelo temporal que caiu na tarde de ontem e deixou ruas alagadas e carros ilhados. Nos locais onde a água chegou a cerca de 40 centímetros, o cenário agora é de barro, galhos espalhados e muita sujeira acumulada.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Moradores de diversos bairros de Campo Grande enfrentaram uma manhã de limpeza após temporal que atingiu a cidade na quinta-feira. Na Rua Júlio Anffe, Vila Olinda, a água chegou a 40 centímetros de altura, invadindo carros estacionados e deixando um rastro de barro e galhos. Na Rua da Divisão, conhecida por alagamentos, obras de drenagem em andamento agravaram a situação. Na Avenida Guaicurus, a enxurrada arrancou tapetes de grama recém-plantados e causou erosão na calçada próxima ao Córrego Bálsamo.
Na Rua Júlio Anffe, no Bairro Vila Olinda, próximo à Avenida Costa e Silva, na lateral do Atacadão, moradores e trabalhadores tentavam retomar a rotina. O mecânico Kevin Grei, de 27 anos, contou que nunca tinha visto a via alagar daquela forma.
- Leia Também
- Temporal deixa rastro de alagamentos em várias regiões da Capital
- Temporal provoca alagamento e infiltrações na UPA Universitário
Segundo ele, o patrão comentou que fazia cerca de 14 anos que a rua não registrava enchente semelhante. “Sempre que chove acumula um pouco de água, mas escoa rápido. Ontem ficou alto, uns 40 centímetros. Chegou a entrar água nos carros dos funcionários que estavam estacionados aqui na frente, passou da altura do assoalho”, relatou.
Confira a galeria de imagens:
Kevin afirmou que a chuva pegou todos de surpresa. A água entrou no pátio da oficina, mas não invadiu o salão principal. “Ainda bem que não faltou energia. Se tivesse apagão, ia parar o serviço e dar prejuízo”, disse.
Já na Rua da Divisão, em trecho conhecido pelos alagamentos, o aposentado Jair Oliveira, de 57 anos, lavava a calçada logo cedo. Ele acredita que o acúmulo de água foi agravado pela obra de drenagem em andamento na via. “Choveu muito à noite. Entrou um pouco de água no quintal. Está vindo muita lama por causa da obra”, afirmou.
Segundo Jair, a limpeza após as chuvas já virou rotina para quem mora na região. “Os vizinhos que moram mais abaixo sofrem mais. A gente espera que, quando terminarem a obra, o problema seja resolvido. Toda vez que chove é assim. E ainda tem carro entrando na contramão para desviar do alagamento, o que pode causar acidente”, alertou.
A comerciante Camila Campos, de 31 anos, que tem uma salgaderia na mesma rua, contou que a água quase invadiu o estabelecimento, mesmo estando em nível mais alto que a via. “A obra deixou uma barreira de material e não tem para onde a água escoar. Acumula tudo aqui. Chegou a entrar nas casas dos vizinhos”, disse. Funcionários da obra informaram à reportagem que esta é a quinta vez que o serviço sofre danos por causa das chuvas.
No canteiro central da Avenida Guaicurus, próximo ao Córrego Bálsamo, a força da enxurrada arrancou tapetes de grama plantados recentemente, que foram parar do outro lado da calçada, no sentido Avenida Gury Marques. Galhos ficaram acumulados no córrego e parte da calçada sofreu erosão, restando apenas o meio-fio em um trecho.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.






