Motocicleta é apreendida após acumular R$ 290 mil em multas
Honda NXR Bros foi abordada durante fiscalização; o condutor não era o proprietário

Avaliada em até R$ 9 mil pela Tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), uma motocicleta Honda NXR Bros acumulou R$ 290.562 em multas, valor 26 vezes superior ao preço de mercado do veículo. A equipe do Detran (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) apreendeu a moto na última segunda-feira (22), durante fiscalização em frente a um posto de combustíveis na Rua Marechal Rondon, na região do Amambai, em Campo Grande.
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Uma motocicleta Honda NXR Bros, avaliada em até R$ 11 mil pela Tabela Fipe, acumulou R$ 290.562 em multas e foi apreendida pelo Detran de Mato Grosso do Sul em Campo Grande. O veículo concentrava infrações por excesso de velocidade e avanço de sinal. A transferência nunca foi formalizada, deixando o antigo dono responsável pelos débitos. A moto será leiloada para abater parte da dívida.
O condutor abordado não era o proprietário registrado da motocicleta.
A apreensão ocorreu durante uma operação integrada entre a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e a GCM (Guarda Civil Metropolitana). Conforme o órgão estadual, a motocicleta acumulava centenas de infrações, principalmente por excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e desrespeito à parada obrigatória.
Durante a abordagem, os agentes constataram que a moto continuava registrada em nome do antigo proprietário. Segundo o Detran, a situação ocorreu porque a transferência de propriedade não foi formalizada após a venda do veículo.
Após a apreensão, a motocicleta foi encaminhada ao pátio do Detran e será incluída em um dos próximos leilões promovidos pelo departamento. O valor arrecadado com a venda servirá para abater parte da dívida. Caso o montante seja insuficiente, o proprietário registrado continuará responsável pelo pagamento do saldo remanescente dos débitos.
O gerente especial de Fiscalização e Patrulhamento Viário, Ruben Ajala, afirma que esse tipo de ocorrência é frequente.
"Muitos proprietários realizam a venda apenas com um acordo verbal ou informal e deixam de comunicar a negociação ao Detran. Depois disso, perdem o contato com o comprador, enquanto o veículo continua registrado em seu nome, acumulando multas, débitos e, em alguns casos, sendo utilizado até mesmo na prática de crimes", explicou.
O histórico da motocicleta chamou a atenção pelo elevado número de autuações. Segundo o Detran, a maioria das multas foi aplicada por excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e desrespeito à parada obrigatória, infrações consideradas entre as principais causas de acidentes graves no trânsito urbano.
O órgão também reforça que, enquanto a transferência não for registrada oficialmente, o antigo proprietário continua responsável pelas multas, pela pontuação na CNH (Carteira Nacional de Habilitação), pelo IPVA e pelas demais obrigações relacionadas ao veículo.
Para evitar esse tipo de problema, o Detran orienta que compradores e vendedores formalizem a negociação imediatamente, com o preenchimento do documento de transferência, reconhecimento de firma das assinaturas e comunicação eletrônica da venda ao órgão.


