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Campo Grande, Sábado, 18 de Agosto de 2018

02/01/2017 15:59

Movimento de passageiros no aeroporto cai 10,62% em novembro

Ricardo Campos Jr.
Aeroporto apresenta mesma estrutura desde que foi construído (Foto: Anny Malagolini / arquivo)Aeroporto apresenta mesma estrutura desde que foi construído (Foto: Anny Malagolini / arquivo)

O fluxo de passageiros no Aeroporto Internacional de Campo Grande caiu 10,62% nos últimos três anos, levando em consideração o movimento acumulado de janeiro a novembro. Dados da Infraero apontam que nos onze primeiros meses do ano passado, 1.330.419 pessoas passaram pelo local, entre embarques e desembarques.

Esse número tem diminuído desde 2014, quando o movimento registrado nos onze primeiros meses daquele ano foi de 1.488.577. Já em 2015, o número de passageiros que passaram pelo terminal da Capital sul-mato-grossense foi de 1.417.951.

Conforme a Infraero, em 2016 o mês de janeiro foi o que teve fluxo mais intenso durante o ano, de 137.864 pessoas, entre embarques e desembarques, possivelmente em razão das férias. Embora seja o mês do carnaval, fevereiro teve menos gente viajando na cidade, com movimento de 105.161 pessoas.

Levando em consideração o movimento do ano inteiro, em 2015 o fluxo de viajantes foi de 1.555.602. A Infraero ainda não disponibilizou o resultado de dezembro para 2016, mas levando em conta o acumulado até novembro, tem-se uma diferença de 225.183 passageiros, o que pode ser bem difícil de ser alcançado, já que a média tem sido de 120.947 passageiros por mês no local.

Problemas – O Aeroporto de Campo Grande tem cara de saguão do interior, apresentando a mesma estrutura para embarque e desembarque há 63 anos – desde que foi criado. Os passageiros caminham pela pista, sofrendo com o barulho das turbinas de voos que chegam ou partem, além de sujeitos ao tempo, como frio e chuva.

A principal reclamação dos usuários, porém, é com relação à acessibilidade. Algumas companhias aéreas têm cadeiras de roda especiais que levam o cliente escada acima até a aeronave e outras utilizam elevadores para que as pessoas embarquem.

A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) informou que chegou a estudar a implantação na Capital, mas o projeto foi abortado “por tempo indeterminado”. O acordo previa que, para sair do papel, seria necessário realizar adequações no sistema elétrico do terminal.

A empresa acrescentou que aguardava a repasses de recursos do Governo Federal para realização da melhoria, sem a verba, a instalação foi suspensa.

O último grande investimento que o terminal recebeu foi em 2014, de R$ 13 milhões, mas apenas para a reforma da pista das aeronaves. O projeto de ampliação do aeroporto foi engavetado.

Durante a apresentação da reforma, o órgão condicionou o investimento de R$ 500 milhões no projeto para dobrar a capacidade.



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