Mais 2 rodovias do Vale da Celulose vão a leilão este ano, garante Riedel
Ligando Água Clara, Inocência e Paranaíba, trechos são estratégicos para o escoamento da produção
Previstas no Plano Estadual de Parcerias 2026, as rodovias estaduais MS-377 e MS-240 vão a leilão na B3, na Bolsa de Valores de São Paulo (SP), ainda este ano. A expectativa do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), é que, até o fim do seu mandato, as empresas privadas já estejam à frente da gestão dos novos trechos no Vale da Celulose.
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O governo de Mato Grosso do Sul planeja realizar o leilão das rodovias estaduais MS-377 e MS-240 na Bolsa de Valores de São Paulo ainda este ano. As vias, que conectam Água Clara a Inocência e Inocência a Paranaíba, são estratégicas para o setor de celulose, ligando-se à BR-262 com acesso a Minas Gerais e São Paulo. A MS-377, que margeia a construção da nova fábrica da Arauco em Inocência, já apresenta sinais de desgaste devido ao intenso tráfego de veículos pesados. O governo estadual anunciou investimentos emergenciais de R$ 30 milhões para recuperação de trechos críticos da rodovia, enquanto aguarda sua concessão à iniciativa privada.
A MS-377 liga Água Clara a Inocência, já a MS-240 faz a ligação entre Inocência e Paranaíba. As rotas são estratégicas para o setor de celulose, conectando a BR-262, com acesso a Minas Gerais e São Paulo.
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"Até o final do ano, a gente leva para a B3 a concessão. A previsão é que, no fim do ano, a MS-377 e a MS-240, que liga até Paranaíba, já estejam concessionadas", disse Riedel, nesta sexta-feira (6), durante o lançamento da pedra fundamental do ramal da ferrovia que ligará a planta do Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência, à malha ferroviária nacional.
A empresa chilena iniciou, no ano passado, a construção da fábrica de celulose à margem da MS-377. O trecho de cerca de 130 quilômetros da rodovia estadual é caminho para o transporte de matéria-prima e produção de outras fábricas já instaladas no Estado.
Pela MS-377 também circulam veículos com maquinário e material de construção, e, com o fluxo pesado, ela já apresenta sinais de “exaustão”, com elevação na lateral e fissuras no pavimento. O trecho mais desgastado, com buracos e remendos, está localizado próximo de Inocência.
A demanda adicional de veículos pesados também levou o governo a contratar a recuperação de parte da MS-377, diante da deterioração de trechos. "A MS-377 tem uma primeira ação do Governo do Estado agora, de caráter emergencial. Esse acesso aqui tem essa intervenção, e tem também lá a segunda entrada. São cerca de R$ 30 milhões", completou o governador.
Rota da Celulose - No ano passado, o governo fez a concessão da Rota da Celulose, que abrange trechos das rodovias MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 e BR-267, formando um corredor logístico para escoamento da produção industrial e agropecuária do Estado.
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