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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

13/05/2013 20:09

Movimento social pede debate sobre serviços póstumos na Capital

Nyelder Rodrigues
Chuva em 2011 derrubou muro do Cemitério Santo Amaro, um dos maiores da Capital e alvo de recente discussão quanto a ampliação do local (Foto: João Garrigó/Arquivo)Chuva em 2011 derrubou muro do Cemitério Santo Amaro, um dos maiores da Capital e alvo de recente discussão quanto a ampliação do local (Foto: João Garrigó/Arquivo)

A prorrogação em 161 dias (5 meses e 11 dias) dos contratos de serviços oferecidos por seis funerárias à Prefeitura pode reabrir o debate entorno da questão de serviços póstumos em Campo Grande.

Os contratos, com dispensa de licitação, foram publicados pela Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) nesta segunda-feira (13) em Diário Oficial, prorrogando os serviços que já eram executados, até que seja realizada nova licitação.

A discussão gira em torno de vários temas, como a construção de crematórios públicos na cidade – que não conta com nenhum –, otimização dos espaços dos cemitérios, construção de novos cemitérios que atendam novas demandas, entre outros.

Para o ambientalista Haroldo Borralho, integrante do Formads (Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul), o momento é propício para discutir essas questões em âmbito público.

“Temos problemas sérios quanto aos espaços dos cemitérios que precisam ser discutidos, com ampliar ou verticalização deles, além da questão do necrochorume que polui o lençol freático”, explica Haroldo, se referindo também ao necrochorume, líquido produzido pelos corpos em decomposição.

Outras discussões que Haroldo também acredita que devem ser mais amplas na sociedade é a da criação de um cemitério para muçulmanos na Capital, e outro para pequenos animais, inclusive junto dos proprietários, assim como pode acontecer em São Paulo.

No caso dos muçulmanos, eles são sepultados envoltos em uma mortalha branca, diretamente na terra, sem uso de caixão, e formas de evitar a contaminação do solo com o necrochorume precisam ser estudados, já que o uso de concreto não é aceito.

Conforme Borralho, as questões já foram levantadas pela Formands e Associação dos Aposentados, e encaminhadas para o na época vereador Athayde Nery (MD) para debate na Câmara dos Vereadores, mas acabou que as propostas ficaram esquecidas.

“Já que agora prorrogaram, queremos discutir isso novamente, abrir um debate sobre a regulação desses serviços e ampliação dos mesmos. Se ficar só prorrogando, o provisório acaba virando permanente e nada evolui”, comenta o Haroldo, acrescentando que em breve será proposto ao vereador Eduardo Romero (PTdoB) a abertura de audiência pública para reacender os debates na Capital.



Com todo o respeito ao ambientalista do Formads, nossa Capital tem carências e problemas bem maiores do que gastar dinheiro público em "locais específicos para enterros de muçulmanos". Ora ora, que estes se adaptem aos costumes cristãos da quase totalidade da população do país que escolheram para viver, de livre e espontãnea vontade!
 
MARCELLO MENDES em 13/05/2013 21:18:35
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