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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

12/05/2014 07:22

Mulher diz que matou marido porque apanhava com cabo de vassoura

Viviane Oliveira e Zana Zaidan
Tereza foi presa em flagrante por homicídio. (Foto: Simão Nogueira) Tereza foi presa em flagrante por homicídio. (Foto: Simão Nogueira)

"Ele era muito agressivo e me batia com cabo de vassoura". O desabafo é de Tereza de Fátima Ferreira, 42 anos, presa no fim da noite de ontem (11) depois de matar o marido, João Narciso Ferreira, 54 anos, a facadas, na casa onde os dois viviam há 25 anos, na Vila Marli, em Campo Grande.

Tereza casou com João quando tinha 17 e desde então vivia apanhando. O casal tinha 4 filhos, que saíram de casa porque o pai era muito agressivo. Em 2010, João feriu um dos filhos, que foi defender a mãe das agressões. Ele chegou a ficar 3 meses detido, mas logo saiu e as pancadarias continuaram.

A mulher conta que não podia se arrumar, porque o marido era extremamente ciumento. “Mulher para ele tinha que ser escrava. O ciúme dele era doentio”, lamenta. Ela diz que apanhava de cabo de vassoura e sempre saia muito machucada das agressões.

Na briga que culminou na morte de João, por exemplo, ele havia ferido a mulher no supercílio com uma garrafa de cerveja quebrada. 

Crime - Tereza contou ainda, que vários boletins de ocorrência em razão das violências domésticas foram registrados. Ela chegou a ir morar na casa dos pais, mas voltou depois de várias ameaças. “Ele ameaçava e dizia que se fosse preso, quando saísse me mataria”, conta.

Ontem a família se reuniu para comemorar o Dia das Mães e o casal deu início a uma discussão. Bêbado, João usou uma garrafa de vidro para agredir o rosto de Tereza, a mulher teve um corte no supercílio e desmaiou. “Ele já era agressivo e quando bebia ficava mais ainda”, diz.

Depois da agressão, segundo a própria mulher, ela usou a garrafa para matar o homem. O crime ocorreu na sala da casa e parentes encontraram João já caído no chão. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi ao local, mas o homem morreu antes da chegada do socorro. 

Tereza permaneceu na casa até a chegada da Polícia Militar e confessou o crime aos policiais. A mulher foi detida e encaminhada até a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro da cidade, onde o caso também foi registrado.

“Eu não aguentava mais, estava muito nervosa, abalada e vivia chorando pelos cantos. Ele me batia na frente da minha netinha”, lamenta. Tereza cuidava da neta de 3 anos, que morava junto com ela.



Não poderia ser assim a "solução" desse problema sem fim dessa mulher, mas acredito eu, que a grande maioria vai defender a Tereza de Fátima assim como eu defendo a atitude que com certeza foi impensada, mas como todo ser humano tem seus limites, ela já tinha extrapolado o limite dela, penso eu (não sou advogada), mas sem diploma, me "faço" uma agora no sentido de não aprovar a atitude mas de entender. O caso dela, é mais de ver com humanidade do que como criminalidade, é o meu pensamento em relação ao caso.
 
waldelucia de sales dorneles em 12/05/2014 10:14:37
Palhaçada, a mulher é espancada a dezessete anos, mata o marido por não suportar mais isso e ela esta presa.
O homem bate, violenta, mata a mulher e fica solto, realmente este país não tem jeito.
 
Sonilda Da Cruz em 12/05/2014 09:58:50
Diante da falência da justiça neste país, que é lenta e omissa, vemos agora tantos casos de justiça com as próprias mãos. Quem deve pagar por esse crime certamente não é essa senhora que é apenas mais uma vítima de um sistema falho.
 
Thaisa Lopes em 12/05/2014 08:45:11
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