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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

12/02/2014 18:10

Mulheres de presos pedem “direitos humanos” e protestam em frente ao TJ

Bruno Chaves
Com faixas, cerca de 30 mulheres protestaram por melhores condições em presídio (Foto: Marcos Ermínio)Com faixas, cerca de 30 mulheres protestaram por melhores condições em presídio (Foto: Marcos Ermínio)

Cerca de 30 mulheres, familiares de detentos que cumprem pena no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, protestaram, na tarde desta quarta-feira (12), em frente a sede do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), na Capital. Elas pedem “direitos humanos” e melhores condições na cadeia estadual.

De acordo com a organizadora da manifestação, a dona de casa Mariah de Lima, 29 anos, o grupo de mulheres decidiu ir às ruas por causa de problemas recorrentes. “Más condições dos presídios, pressão em cima dos detentos, humilhação dos visitantes, falta de higiene, má alimentação e falta de assistência médica”, relata.

Entre as dificuldades enfrentadas pelos custodiados, Mariah afirma que a falta de atendimento médico é uma das piores. “Os médicos aparecem só uma vez por mês”, conta. Ela afirma que os detentos são assistidos, na maioria das vezes, apenas por enfermeiros. “E como se não bastasse, eles têm que tomar remédios para dormir sempre que sentem qualquer dor”, emenda.

Convidada para apoiar o protesto, a advogada Jéssica Pedrosa diz que a situação dos presos se agrava por causa da superlotação. “É impossível gerir um espaço em que cabem mil pessoas e que estão alojados duas mil”, lembra. Ela conta que decisão do juiz Gil Messias Fleming, da Vara de Execuções Penais, determinou que o Estado implantasse uma unidade e saúde dentro da Máxima. “Mas até agora nada”, lamenta.

As reclamações das mulheres são inúmeras, elas se queixam da “falta de educação” dos agentes penitenciários. “Não deixam entrar fruta, não deixam entrar nada porque tem nutricionista lá. Se você reclamar, as agentes tomam sua carteirinha de visitação e mandam você voltar daqui seis meses”, garante a dona de casa Saranita da Silva Guido, que também participou do movimento e tem um irmão custodiado há cinco anos.

“Na hora da revista, a falta de respeito é ainda maior. As agentes perfuram os alimentos e os materiais de limpeza com a mesma faca. Quando vamos reclamar, elas responder que ‘cadeia não precisa ter luxo’. Então eles [detentos] têm que comer comida que foi cortada com a mesma faca de sabão em pó e amaciante”, afirma Saranita.

Protesto pacífico – Ainda de acordo com Jéssica, os detentos da Máxima e de outras unidades prisionais do Estado promovem um protesto pacífico para chamar a atenção das autoridades. “Eles não estão saindo das celas para nenhum tipo de atendimento, nem o jurídico”, diz.

Para Saranita, os presos não querem mais rebeliões por causa das consequências. “Eles sabem que fazer rebelião, matar os outros e tudo mais é pior. Por isso eles fazem isso, ficam nas celas e estão querendo fazer até greve de fome”, fala.

“Já estão acostumados porque dormem embaixo do chuveiro, no chão e amontoados. Então eles tiveram a ideia desse protesto”, completa Mariah. Para as mulheres, o protesto é uma forma de chamar a atenção de autoridades sobre as péssimas condições do Presídio de Segurança Máxima.

Outro lado - A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) para pedir um posicionamento sobre o protesto e as reclamações. A assessoria informa que a Agepen não recebeu qualquer documento ou reclamação formal dos visitantes de internos sobre a conduta de servidores penitenciários.

A agência ainda ressalta que os agentes são qualificados e estão preparados para exercer, com probidade, suas funções, fazendo a segurança dos detentos e visitantes. "Destacamos que os procedimentos de revista realizados nos presídios são padronizados e seguem normas rígidas, com o único objetivo de garantir a segurança dos presos e familiares, bem como de toda a população".

Com relação à alimentação, a Agepen ressalta que toda a comida fornecida nos presídios são feitas por empresas terceirizadas pelo governo do Estado que contam, inclusive, com acompanhamento de nutricionistas, sendo os alimentos preparados pelos próprios internos que recebem remuneração e remição de pena pelo trabalho realizado. São os internos também os responsáveis pela limpeza das áreas do presídio.

Quanto às reclamações referentes a assistência à saúde, a assessoria informa que existe atendimento médico (clínico geral e psiquiatra) e odontológico, bem como acompanhamento de enfermeira e técnicos de enfermagem, oferecidos pela Secretaria Estadual de Saúde. Os atendimentos e exames para casos de média e alta complexidade são encaminhados para a rede SUS (Sistema Único de Saúde) e obedecem aos prazos estabelecidos pelo sistema.

"Destacamos, ainda, que já está em fase final de projeto para abertura de licitação pelo governo do Estado a construção de três unidades penais de regime fechado, em Campo Grande, que juntas abrirão cerca de 1400 novas vagas".

A assessoria ainda informou que as reclamações estão sendo apuradas para as devidas providências serem tomadas.

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Se eu tivesse marido bandido eu teria vergonha de mostrar minha cara...quem mandou entrar no mundo do crime, agora aguenta...na hora de furtar, traficar, assassinar, estuprar, destruir famílias, ninguém pensa nas consequências, agora vem as esposas pedir "DIREITOS HUMANOS...faz me rir!!!!!
 
cris alves em 18/02/2014 17:13:24
Essas mulheres deveriam ter vergonha de ainda estar casadas com um bandido. E vão para a rua mostrar para a sociedade que são esposas de bandido. Imaginem os filhos, a vergonha que não passam nas escolas, qdo os colegas comentam que viram a mãe deles com faixa na primeira página de um jornal da cidade. Vão trabalhar meninas....
 
MARILENE FONSECA em 17/02/2014 10:25:54
A coordenadora do protesto é "dona de casa", ou seja, deve viver de bolsa cadeia! "Falta de educação dos funcionários", será que eles tiveram educação quando cometeram os crimes? E o pior, "perfuram a comida com a mesma faca que o sabão em pó": É porque as visitas levam drogas, armas, celulares e tudo o que não pode para dentro da cadeia. Quer conforto? Faça por onde não ser preso! Cadeia é isso ai mesmo!
 
João Dias em 16/02/2014 19:10:41
Vão trabalhar! Fazer coisa que o marido de vcs deveriam estar fazendo ao invés de ficar na rua e roubando ou matando os outros! Se eles fossem gente boa, não estariam presos!
 
Ricardo Boretti em 13/02/2014 19:29:43
Direito dos "Manos", isso sim...
 
Yara Ferreira em 13/02/2014 14:54:07
hoje em dia esta mas fácil ir parar na cadeia do quer receber atendimento
publico, imagine se estiver preso.
 
leticia molina em 13/02/2014 14:04:26
quem nunca errou que atire a primeira pedra.
 
ADILA SIQUEIRA BISPO em 13/02/2014 13:54:41
Julgar e criticar e fácil,mas não média estar no lugar dessa gente!
 
aparecida fernandes em 13/02/2014 13:01:50
Será que as famílias que foram destruídas, tem a mesma assistência?
 
elisabete da silva em 13/02/2014 07:45:03
Será que as famílias que foram destruídas pelos coitadinhos tem toda essa assistência?
 
elisabete da silva em 13/02/2014 07:43:55
e o direito das vítimas ??????
 
edson de oliveira em 12/02/2014 22:34:32
Querem regalias, manda esses bandidos sem vergonha não entrarem lá. Hotel bom tá difícil, ainda mais de graça.
 
Carlos Magno em 12/02/2014 22:12:44
Mas eu não entendo. Eles devem gostar dessa situação, já que a maioria volta.
 
Athaide Romero em 12/02/2014 22:01:27
ESSA CONVERSA DE QUE EXISTEM MÉDICOS,É SÓ PRA MÍDIA,NA VERDADE OS INTERNOS DOS PRESÍDIOS DE CAMPO GRANDE,ESTÃO EM TOTAL ABANDONO POR FALTA DE TRATAMENTO DE SAUDÊ,DIGO ISSO COM TODA CERTEZA DO MUNDO.
 
DANIEL SOARES em 12/02/2014 21:55:19
Espero que não deem ouvidos a essa mulheres....só faltava essa.
 
elio santos em 12/02/2014 21:14:29
Só pode ser brincadeira desse povo! Criminoso ter direito? Porque se ele negou o direito de terceiros ao cometer o crime! "Direitos Humanos para Humanos Direitos"! O "brasil" tem tanta moral e dignidade que bandido tem direitos!
 
Alexandre de Souza em 12/02/2014 19:49:03
preso é preso. tem q ser tratado como preso, ou se quer uma vida melhor faça como eu, levante cedo, trabalhe o dia todo, pague seus impostos, não ande armado matando ninguem, nem roubando, nem mexendo com drogas e seja feliz, dorme tranquilo, ja não chega o governo gasta com esses presos agora quer luxo, na hora de assaltar as pessoas eles não alizam ninguem, cadeia não é lugar de passar mão na cabeça de bandido não,parabéns agepen . ja não chega aqui fora q temos q respeitar os vagabundos armados, pior que eles saem e não tem coragem de trabalhar, demora uns dias estão ai na capa dos jornais. parabéns agepen.
 
marcos ferraz em 12/02/2014 18:49:02
Será que alguém se dispõe a lutar pelos direitos das VÍTIMAS desses criminosos, que estão encarcerados? Ou próprio criminoso, pensou por um segundo sequer na família da vítima? Então agora...
 
Adriano Roberto dos Santos em 12/02/2014 18:25:00
É muita falta de vergonha na cara mesmo!! Tinha que dar é uma boa enxada para esses aprenderem que para comer se deve trabalhar e não roubar e matar! Acho graça dessa mulherada que não sabe o que ter um parente morto ou mesmo o que o trauma de ser pilhado por esses marginais que elas chamam de maridos...mas como no Brasil só marginais, ladrões e corruptos é quem direitos...daqui a pouco vai ser proibido se exaltar e chamar os senhores detentos de BANDIDOS...

 
Magda Correa em 12/02/2014 18:24:43
Tá.. mais e aí... ser´que esse tal D.H. visitou alguma família vítima de pelo menos algum desses condenados aí. Acho que essas famílias estão equivocadas, deveriam pedir "Direitos dos Manos", e não Direitos Humanos.
 
Eduardo Semir em 12/02/2014 18:17:54
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