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Campo Grande, Quarta-feira, 01 de Março de 2017

20/10/2016 13:54

Mulheres usaram remédio tarja preta para dopar arquiteto antes de roubo

Guilherme Henri e Julia Kaifanny
Quadrilha foi apresentada na manhã de hoje na Defurv (Foto: Julia Kaifanny)Quadrilha foi apresentada na manhã de hoje na Defurv (Foto: Julia Kaifanny)

Jovem e adolescente de 16 anos usaram um remédio tarja preta para dopar o arquiteto de 31 anos, que foi sequestrado e teve sua caminhonete roubada por uma quadrilha. As mulheres, que são namoradas de integrantes do grupo confessaram a polícia que o remédio era em gotas e foi colocado mais de uma vez na cerveja da vítima quando ela se descuidava.

O crime aconteceu no dia 7 deste mês. A vítima bebeu em vários bares da cidade com as mulheres que ele conheceu na região da Praça Ary Coelho e acreditava que eram prostitutas. Quando o remédio fez efeito a vítima se tornou presa fácil para os outros quatro membros da quadrilha.

Fabricio Junior Alves Silva, o “Buiu”, 21 anos, Thiago de Campos Gonçalves, o “Batata”, 18 anos, Renan Ruan Paiva Figueiredo, 19 anos, Vitor Matheus de Moras Pinheiro, o “Vitão”, 18 anos, Natanael Batista do Nascimento Junior, o “Juninho Bomba”, 20 anos, Thais Dias Alves da Silva, 18 anos, e uma adolescente de 16 anos foram apresentados pela polícia na manhã de hoje (20), na Defurv (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos) que foi responsável pela investigação.

Delegado Gustavo Ferraris (Foto: Julia Kaifanny)Delegado Gustavo Ferraris (Foto: Julia Kaifanny)

Segundo o delegado Gustavo Ferraris, os suspeitos confessaram a participação no crime e ainda detalharam que ele não foi premeditado. “Fabricio tinha uma espécie de ‘encomenda’. Ele precisava levar um veículo até o Paraguai. Então recrutou os outros e ainda envolveu sua namorada, que é a adolescente e Thais, que é a parceira de Vitor para atraírem qualquer um que passasse pelo local”, explica o delegado.

Esquema – depois que o doparam, as mulheres levaram o arquiteto até um ponto previamente estabelecido com seus comparsas. Lá a vítima, que já não podia resistir por estar dopado, foi amarrada, sendo deixado posteriormente próximo a um frigorífico.

Debilitada e com vários hematomas, a vítima foi socorrida e levada até o posto de saúde do Bairro Aero Rancho, onde recebeu atendimento médico.

Prisão - a quadrilha foi desmantelada depois que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e a Polícia Civil prendeu Fabrício e Thiago, na tarde do mesmo dia do crime, com a caminhonete roubada, a caminho do Paraguai.

Depois da prisão os dois acabaram confessando participação no crime e entregaram o restante da quadrilha.




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