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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

04/06/2018 11:45

Nando e comparsas vão a júri popular por morte no Danúbio Azul

O julgamento vai acontecer no dia 29 deste mês e réu será escoltado até o Fórum de Campo Grande

Geisy Garnes
Nando está preso desde 2016 (Foto: André Bittar/ Arquivo)Nando está preso desde 2016 (Foto: André Bittar/ Arquivo)

Apontado como autor de pelo menos 12 assassinados, Luiz Alves Martins Filho, o “Nando”, e outros dois comparsas, vão a júri popular no dia 29 deste mês em Campo Grande. O trio será julgado pela morte de “Café”, encontrado pela polícia enterrado no Jardim Veraneio, no local que ficou conhecido como “cemitério clandestino”.

O serial killer já foi condenado a 29 anos, 10 meses e 10 dias, além de mil dias-multa, por tráfico de drogas e favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente. Isso porque as investigações policiais apontaram que Nando seguia jovens pelo Bairro Danúbio Azul, oferecendo drogas em troca de programas sexuais.

Agora, o suspeito vai a júri popular pela morte de “Café” ou “Neguinho”. O corpo do homem, não identificado, foi encontrado no fim de 2016, quando investigações da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude) expôs o esquema e prendeu Nando e outras nove pessoas.

Segundo o MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), assim como as outras vítimas de Nando, “Café” foi atraído para o Jardim Veraneio, estrangulado com uma corda, agredido com golpes de chave de fenda e esfaqueado. Depois de morto, ele foi enterrado de ponta cabeça em um covas no ‘cemitério clandestino’.

“Café” devia R$ 170 a Nando e por isso teve a morte decretada pelo serial killer. Jean Marlon Dias Domingues e Michael Henrique Vilela Vieira, também participaram do crime. O primeiro suspeito seria o autor das facadas e teria aceitado matar a vítima depois de se envolver em uma briga com ela. A dupla está presa no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande).

Para o julgamento, o juiz Aluízio Pereira das Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, determinou que Nando seja escoltado da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) para o Fórum de Campo Grande, no dia 29 de junho. O julgamento está marcado para às 8 horas.

Entenda o caso - Toda a investigação envolvendo o grupo chefiado por Nando começou após a morte de Leandro Aparecido Nunes Ferreira, o 'Leleco', assassinado em vingança pela morte de um dos desaparecidos atribuídos ao suspeito no Danúbio Azul.

Segundo a polícia, as vítimas eram atraídas para o Jardim Veraneio, estranguladas e enterradas de ponta cabeça em covas no cemitério clandestino no local. Nando é investigado pela participação em pelo menos 12 mortes.

As vítimas foram identificadas como Jhennifer Lima das Silva, Café, Alemão, Flávio Soares Correia, Bruno Santos da Silva, Ana Cláudia Marques, Lessandro Valdonado de Souza, Alex da Silva dos Santos, Eduardo Dias Lima, Jhennifer Luana Lopes, Daniel Oliveira Barros e Ariel Fernando Garcia Lima Teixeira.

Ainda conforme as investigações, o grupo agiu na por pelo menos 4 anos na região. Eles aliciavam sexualmente adolescentes, se aproveitando das condições de miséria das vítimas, em troca de drogas e ainda se intitulam ‘justiceiros’ afirmando que as mortes aconteciam para ‘vingar’ roubos e furtos na região.

Em fevereiro deste ano, um laudo psiquiátrico, assinado pelo médico psiquiatra Rodrigo Abdo, diagnosticou Nando com transtorno da personalidade dissocial grave e transtorno da personalidade paranoica grave, ou seja, psicopatia grave. O laudo, defendeu que o réu era inteiramente capaz de entender o caráter criminoso de cada caso, e por isso deveria continuar “afastado da sociedade”.



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