No 5º dia de fila, aposentado diz que chegou às 2h30 para obter carnê do IPTU
José Muniz tem 64 anos, usa muletas e levou cadeira para a longa espera
Na Central de Atendimento ao Cidadão, na Rua Marechal Rondon, em Campo Grande, a semana termina como começou: com filas e muitas dúvidas sobre o IPTU 2026 (Imposto Predial e Territorial Urbano). A situação persiste desde segunda-feira, primeiro dia útil do ano.
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Na Central de Atendimento ao Cidadão, em Campo Grande, aposentados e moradores enfrentam longas filas para obter o carnê do IPTU 2026. José Rodrigues Muniz, de 64 anos, chegou às 2h30 e destacou a dificuldade de quem depende de transporte público. O casal Oséia e Tatiana reclamou do aumento do imposto, que subiu de R$ 780 para R$ 1.150, sem melhorias na área. Ana de Souza, de 62 anos, também buscou informações sobre o IPTU e expressou preocupação com a falta de acesso à internet para realizar o pagamento. A prefeitura informou que o prazo para pagamento à vista foi prorrogado até 12 de fevereiro e designou funcionários para agilizar o atendimento, que pode levar de três a quatro horas.
Nesta sexta-feira (dia 9), o aposentado José Rodrigues Muniz, 64 anos, era o primeiro da fila. Ele conta que chegou às 2h30 para conseguir o boleto do imposto. “O carnê não chegou para nós. Estamos procurando para pegar com desconto. Cheguei 2h30 e trouxe a minha cadeirinha. A partir de 3h30 começou a chegar mais gente, ficamos batendo papo”, diz José, morador no Jardim Santo Amaro.
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O aposentado tem artrose, usa muletas e na próxima semana vai voltar ao centro cirúrgico para procedimento no quadril. Ele destaca que conseguiu chegar bem cedo porque tem carro. “Quem depende de ônibus vai chegar muito tarde e vai ficar no sol”, lembra José.
O casal Oséia de Souza Almeida, 52 anos, e Tatiana Souza da Silva, 38 anos, chegou às 5h50 no local. Eles moram na Chácara das Mansões, na saída para São Paulo, mas buscam informações sobre o imposto de terreno no Bairro Jardim do Córrego, próximo às Moreninhas.
O casal relata que o valor subiu de R$ 780 para R$ 1.150. “É só um pedaço de terra, não tem nada. Como que eles estão cobrando isso? Não teve melhoria nenhuma e mesmo assim subiu quase R$ 400”, diz Tatiana.
No dia 5, eles esperaram quatro horas por atendimento, mas como estavam com os filhos de 6 e 16 anos precisaram ir embora. “É uma falta de respeito, um descaso”, afirma Tatiana.
Ana de Souza, 62 anos, chegou às 6h à Central de Atendimento ao Cidadão. Ela levou sombrinha, seja para encarar o sol forte ou as chuvas que têm marcado o verão. “Vim de ônibus. Já estou com a sombrinha por causa do sol e da chuva”.
Ana está em busca do carnê do IPTU. “Como que faz o pagamento se não tem folha? Eu não tenho internet”. Ela mora há 40 anos no Jardim Talismã e paga o imposto de forma parcelada.
Para quem estava na fila, um funcionário, que não quis se identificar, repassou orientações. O atendimento para parcelamento demora de três a quatro horas. A fila é mais rápida para quem for pagar à vista. Ele também informou que a prefeitura remanejou oito funcionários para agilizar o atendimento.
A Prefeitura de Campo Grande prorrogou o prazo para pagamento à vista para 12 de fevereiro. A reportagem solicitou informação ao Poder Executivo sobre reforço no atendimento e aguarda retorno.
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