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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

06/11/2012 20:15

No Facebook, presos evidenciam fracasso de medidas contra celular

Viviane Oliveira
Claresvaldo, que cumpre pena por roubo qualificado, fez a última atualização na sexta (2). (Foto: reprodução/ Facebook)Claresvaldo, que cumpre pena por roubo qualificado, fez a última atualização na sexta (2). (Foto: reprodução/ Facebook)

De dentro da cadeia presos de Campo Grande continuam ordenando, via celular, assassinatos, roubos e sequestros. O cúmulo do desdém com as regras que deveriam ser obrigados a seguir enquanto cumprem pena é que os detentos ainda exibem no Facebook festinhas feitas de dentro das celas regadas a drogas e bebidas, sem nenhum medo de punição.

A entrada de produtos ilícitos nos presídios evidencia as falhas na segurança no sistema prisional do Estado e só vem reforçar a constatação de que o problema está longe de uma solução. Só nesta semana, dois casos de presos alimentando perfis nas redes sociais vieram a público.

A última medida contra isso, a tentativa no dia 2 de outubro, a operadora Vivo, reposicionou a torre de telefonia no Jardim Noroeste, em Campo Grande, para enfraquecer o sinal onde fica o presídio. Mesmo assim, os presos continuam mantendo contado com amigos, familiares e alguns que até postam fotos nas redes sociais tiradas de dentro da unidade.

O diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração Sistema Penitenciário), Deusdete Oliveira, informou que quando é encontrado um celular no Presídio é aberta uma sindicância administrativa para verificar a conduta do preso e investigar como o celular entrou na unidade.

Segundo ele, os celulares entram de três formas no presídio: lançamento externo, pessoas que burlam a fiscalização na hora da revista e servidores que facilitam a entrada dos objetos. Entrada de celular é considerada uma falta gravíssima. “Imediatamente o juiz é comunicado e os benefícios do preso para diminuição da pena é zerada, além dele ser isolado em uma cela disciplinar”, afirma.

De acordo com a assessoria de imprensa da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), o órgão está fazendo um levantamento de custo e tecnologia necessária para bloquear totalmente o sinal nas unidades.

Imagem postada na internet por detento(Foto: reprodução/Facebook)Imagem postada na internet por detento(Foto: reprodução/Facebook)

Para o presidente do Sinsap (Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado), Francisco Sanabria, enquanto o Poder Público não investir em segurança, em concursos para contratação de novos agentes penitenciários o problema vai continuar.

Além disso, ele ressalta que dentro do presídio há um fluxo muito grande de entrada de empresas terceirizadas e de pessoas no local. “Sem uma revista minuciosa, é impossível não entrar nenhum tipo de material ilícito”, afirma.

Outro fator para o qual ele chama atenção é o número reduzido de agentes. No último levantamento, feito em janeiro deste ano, havia uma defasagem de 1200 homens. Hoje em todo Estado são 1400 agentes penitenciários.

“É um número muito reduzido. No Presídio de Segurança Máxima, por exemplo, são pelo menos 2 mil presos para 9 a 11 agentes por plantão”.

No Facebook Claresvaldo deixa mensagem para a namorada. (Foto: reprodução/ Facebook)No Facebook Claresvaldo deixa mensagem para a namorada. (Foto: reprodução/ Facebook)

Comandando crimes via celular - No dia 17 de setembro, Darlen Hellen de Souza, 38 anos, foi assassinada a mando do namorado dela, Everton Rodrigues, 28 anos. A ordem veio do presídio de Segurança Máxima por celular. Um dos autores confessou que a ordem veio de dentro do presídio em uma conferência via telefone entre os mandantes do crime.

Outro exemplo foi o assassinato do casal, Luzia Barbosa Damasceno Costa, 25 anos, e do empresário Alberto Raghiante Junior, 55 anos, em julho deste ano. A ordem foi feita via mensagem de celular de um presídio.

Nas redes sociais - Em menos de uma semana dois presos foram flagrados alimentando o Facebook, via celular. Na última quinta-feira (1º) foi mostrado pelo Campo Grande News Carlos Alexandre Matias Alves, 29 anos, que cumpre pena por homicídio, relatava seu dia-a-dia na cadeia e postava sobre as festinhas regadas com drogas e bebidas alcoólicas.

O outro é Claresvaldo Lemes, que cumpre pena por roubo qualificado. A última atualização que ele fez foi na sexta (2).
Em julho, um vídeo gravado pelo celular de um detento mostrava a festa que vários presos faziam dentro de uma cela do Presídio de Trânsito, no complexo penitenciário. As imagens mostravam o uso de drogas.

Quem gravou, ao mesmo tempo narrava o que estava acontecendo. Ao som de funk, vários presos dançavam e em determinado momento, um deles prepara um cigarro de maconha, já anunciado pelo preso que gravava pelo celular.



Ficar preso assim é moleza....só no face...mandando recadinho "pras mina"...festinha...pó...baseado...visitinha intima...não falta comida...e ainda tem proteção contra os demais tranqueiras...E OS TROUXAS AQUI PAGANDO A CONTA!!!SÓ NO BRASIL!!!!
 
João M Souza em 08/11/2012 12:40:55
Esse problema ja vem se arrastando a bastante tempo o que falta e uma reciclagem nos funcionarios da Agepen e falta do Ministerio Publico acordar dar uma analizada nos corroes que os funcionarios andam nao condiz nada com a realidade nao todos mas de uma forma m geral falta fiscalizaçoes tanto da Judiciario e do Ministerio Publico nao e so prender e colocar o detento dentro da colonia de ferias e o que parece nossos presidios tem churrasco, celular, facebook, visita intima ai fica facil mesmo e a reeducação ninguem esta nem ha nao Cade o pessoal das Execuções Penais... Sombra e aguas fresca bom demais...
 
Carlos Souza em 07/11/2012 11:01:28
É senhor DIRETOR DA AGEPEN, ta na cara que a única solução para se acabar definitivamente com essa pouca vergonha no sistema prisional, está no bloqueio total de sinal de telefone movel dentro dos presidios. infelizmente não se pode fazer omelete sem quebrar os ovos, ou seja, alguem alem de que mereça, vai pagar por isso. Mas com o bloqueio total de cel.. nos presidios, quero ver se alguem vai ficar fazendo chacota de dentro de presidio, para isso existe radios amadores portátil para a comunicação interna e telefones fixos para a administração, logo ninguem vai ficar sem falar com seus familiares quando de plantão. Agora os vagabundos não precisam falar nada, para isso tem os dias de visitas.
 
wilham nantes em 07/11/2012 08:54:08
Preso por roubo ( colocou uma arma na cara de uma pessoa, traumatizando, ameaçando coisa que esta vitima nunca vai esquecer) e este ladrão curte a vida, sabe umas férias em um lugar diferente, está vivo, se divertindo. Para ele é tudo zuera é malandragem, malandrinho..ahhhhhh
Matam e zuam e olha a cara dele de preocupação, acho que ele nem dorme de tormentos...
Responsaveis pelo caos? ...bom difícil apontar, mas vamos começar
1- DIRETOR PRESIDENTE DA AGEPEN..
 
FELIPE CREDEAL em 07/11/2012 08:35:54
São zerados os benefícios ao encontrar celulares! Esta funcionando? Não, então a proposta é de dobrar a pena e sem direito a nenhum benefício, isso funciona! A vivo retirou sua torre eo problema continua, de quem é a culpa? Diretor do Complexo Prisional, o mesmo jogou a culpa na empresa (que não tem responsabilidades com o criminosos) e não faz a sua obrigação de punir os infratores do sistema prisional. A vivo poderia entrar com processo sobre o mesmo anexando as reportagens e matérias onde a mesma teve prejuízo material e dano moral (com a empresa), onde a mesma foi de certa forma responsabilizada pelo que ocorre no presídio onde mesmo retirada a torre o problema persisti, sendo comprovado que o problema é com a administração do presídio!
 
Alexandre de Souza em 06/11/2012 22:18:19
Cadê os direitos humanos e os manos que criticam o trabalho da pm? Por quê os direitos humanos não estavam presentes da morte do casal? Será que os direitos humanos servem apenas aos malas?
 
ricardo bais em 06/11/2012 21:57:49
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