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Capital

No primeiro dia de ordem para desligar veículo, nenhum ônibus lotou

Motoristas podem acionar a guarda casos passageiros insistam em ficar em pé

Por Tainá Jara | 09/04/2020 15:28
Nos terminais de embarque, no entanto, as aglomerações são quase inevitáveis (Foto: Marcos Maluf)
Nos terminais de embarque, no entanto, as aglomerações são quase inevitáveis (Foto: Marcos Maluf)

A ordem do prefeito Marquinhos Trad (PSD) de parar e desligar o ônibus até que os passageiros em pé desçam parece ter surtido efeito. Nesta quinta-feira, primeiro dia da medida drástica, tomada para evitar aglomerações e reduzir os riscos de contaminação pelo novo coronavírus, não foram registradas lotações dos ônibus, conforme o Consórcio Guaicurus.

Até ontem, apesar dos veículos circularem em formato excepcional, cenas de aglomeração podiam ser vistas nas estações de embarque e em algumas linhas, por exemplo.

Para evitar os riscos, o prefeito autorizou até mesmo chamar equipes de Guarda Municipal, caso houvessem passageiros que insistissem em fazer o trajeto em pé. A regra é que todos façam uso do transporte coletivo em pé durante a pandemia.

De acordo com o presidente do Consórcio Guaicurus, João Resende, não foram registrados problemas deste tipo neste primeiro dia. “O motorista eventualmente tem que dar uma conferida. Mas vai muito da consciência do passageiro”, ressaltou.

O comandante de Guada Municipal, Anderson Gonzaga, afirmou que as equipes não foram acionadas para descumprimentos neste sentido. Porém, a ordem é ficar de olho durante as rondas pelas ruas da Capital. “Se for pego em flagrante, nós vamos parar e fazer orientações”, explicou.

Passageiros relataram lotação em algumas linhas, entre elas a 063 e 061, no decorrer da semana. Desde segunda-feira, 250 ônibus voltaram a circular na Capital, depois de ficarem restritos apenas ao profissionais da saúde, atendendo a medida de isolamento social da OMS (Organização Mundial da Saúde)