Nova empresa assume obra de escola parada há 6 anos no Portal Caiobá
Predial Construções Ltda terá cerca de 1 ano para terminar a construção contratada por R$ 4,7 milhões
Parada há seis anos, a obra da Escola Municipal da Vila Nathália, localizada no Portal Caiobá, em Campo Grande, finalmente terá a construção retomada. A Prefeitura de Campo Grande assinou o contrato de R$ 4.779.983,71 com a empresa Predial Construções Ltda para concluir a unidade escolar, conforme extrato publicado no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta quarta-feira (13).
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De acordo com o contrato, a nova empreiteira terá até 360 dias, aproximadamente um ano, para executar os serviços, contados a partir da emissão da ordem de execução da obra. O contrato também prevê vigência inicial de 90 dias, acrescida do prazo de conclusão previsto no cronograma físico-financeiro.
Segundo a Prefeitura, ainda restam 51% do cronograma da obra para serem executados. Os recursos para conclusão da escola são provenientes de convênio com o Governo Federal, por meio do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
A unidade foi projetada para atender até 780 alunos nos períodos matutino e vespertino, além de 390 estudantes em período integral. A estrutura contará com 12 salas de aula, biblioteca, laboratório, sala de informática, sala multiuso, pátio coberto e quadra poliesportiva coberta, distribuídos em oito blocos.
Além da conclusão da parte física da construção, a empresa será responsável pela instalação completa dos sistemas elétricos e hidráulicos, climatização, rede de gás, sistema de prevenção contra incêndio e proteção contra descargas atmosféricas.
Obra parada - Conforme já noticiado, a construção da Escola Municipal da Vila Nathália foi interrompida pela empresa vencedora da licitação original, que alegou aumento expressivo nos preços dos materiais de construção durante a pandemia de covid-19. O contrato inicial previa investimento de R$ 3,4 milhões.

A paralisação prolongada da obra gerou impactos diretos para os moradores do Portal Caiobá e bairros próximos. Além da falta de vagas na rede municipal de ensino, o prédio inacabado passou a representar um problema de segurança pública.
Em maio de 2023, o Campo Grande News noticiou que o local vinha sendo usado como abrigo por usuários de drogas e como esconderijo de objetos furtados, o que gerava medo e reclamações constantes da população.
O contrato inicial previa investimento de R$ 3,4 milhões, valor inferior ao novo contrato firmado pela Prefeitura. Com a paralisação prolongada, o caso passou a ser investigado pelo MPF (Ministério Público Federal).
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