Milhões no cofre: candidatos declaram fortunas em dinheiro vivo ao TRE
Seis concorrentes informaram ter de R$ 500 mil a R$ 4 milhões em dinheiro; lista tem 29 nomes

Seis candidatos de Mato Grosso do Sul que disputam as eleições de 2026 declararam ter entre R$ 4 milhões e R$ 500 mil “debaixo do colchão”. Juntos, os valores informados por 29 candidatos que declararam possuir dinheiro em espécie e já tiveram os bens disponibilizados no DivulgaCandContas, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), somam R$ 10.058.200.
RESUMO
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O maior valor declarado é do deputado estadual Londres Machado (PP), candidato a reeleição, que informou R$ 4 milhões em dinheiro em espécie dentro da sua declaração total de R$ 18 milhões. O montante representa quase 40% de todo o dinheiro vivo declarado pelos candidatos incluídos no levantamento.
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Na sequência, aparecem o ex-prefeito de Aquidauana e candidato a deputado estadual Odilon Ribeiro (PL), que declarou R$ 988.650 em dinheiro “em espécie”, e o deputado estadual Rinaldo Modesto (PP), com R$ 860 mil registrados como “disponibilidade em espécie”.
Já o vereador Silvio Pitu (PSDB), que tentará uma vaga na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), informou ter R$ 750 mil em espécie como “reserva de ganhos + venda terreno”. Além desse valor, o tucano informou ter apenas R$ 17 reais na poupança e R$ 207 em outros bens.
Completam o grupo dos seis candidatos que declararam pelo menos R$ 500 mil o deputado federal Geraldo Resende (União), com R$ 500 mil em “disponibilidade em espécie”, e o candidato a deputado federal e proprietário de uma universidade na fronteira, Carlos Bernardo (União), também com R$ 500 mil, descritos como “fundo emergencial em moeda nacional (dinheiro em espécie)”.
Somados, esses seis candidatos declararam R$ 7.598.650 em dinheiro em espécie. Ou seja, cerca de 75,5% dos R$ 10,05 milhões declarados pelos 29 nomes estão concentrados nesse grupo.
De R$ 350 mil a R$ 100 mil - Abaixo dos R$ 500 mil, outros sete candidatos declararam valores que vão de R$ 350 mil a R$ 100 mil.
O ex-secretário e candidato a deputado estadual Eduardo Rocha (PSDB) declarou R$ 350 mil “em poder do contribuinte”. Gerson Claro (PP), presidente da Alems e candidato a reeleição, informou R$ 320 mil em dinheiro em espécie.
O deputado estadual Renato Câmara (Republicanos) declarou R$ 290 mil como “saldo em espécie”. Já o vereador Professor Juari (PSDB) informou R$ 150 mil como “saldo em poder do declarante”.
Também declararam R$ 150 mil em espécie os candidatos a deputado estadual Daverson Matos (Cidadania) e Marco Santullo (PP). Já o deputado estadual Lucas de Lima (PL) informou ter R$ 100 mil em dinheiro, mesmo valor declarado pelo vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PP).
Juntos, os candidatos desse grupo, entre R$ 350 mil e R$ 100 mil, somam R$ 1,51 milhão.
Valores abaixo de R$ 100 mil - Os demais candidatos aparecem com valores inferiores a R$ 100 mil em dinheiro em espécie.
Marcelo Mourão (PL) declarou R$ 90 mil em dinheiro, enquanto Rose Modesto (União), candidata a deputada federal, informou outros R$ 90 mil em dinheiro em espécie em poder do declarante.
Daniel Godoy, o Puka Valdez (PSDB), declarou R$ 75.550 em dinheiro em espécie. Vivi Tobias (PL) informou R$ 70 mil.
O deputado estadual Coronel David (PL) declarou R$ 65 mil em dinheiro em espécie em posse do declarante, mesmo valor informado pela candidata a deputada federal Cassy Monteiro (PL).
Defensor Ernani (PL), a deputada federal Camila Jara (PT) e Tom Borges (Novo) declararam R$ 60 mil cada. Ernani registrou o bem como “dinheiro em espécie”; Camila Jara, como “em caixa”; e Tom Borges, como “dinheiro em espécie - moeda nacional”.
Também aparecem na lista Albi de Arruita (PSDB), com R$ 50 mil; Abel Filho (Republicanos), com R$ 50 mil; Janete Cordoba (PSDB), com R$ 49 mil; Adonis Marcos (Cidadania), com R$ 35 mil; Gilda Maria (PT), candidata a vice-governadora, com R$ 25 mil; e Paulo Correa (PSDB), com R$ 5 mil.
Os 16 candidatos com valores inferiores a R$ 100 mil concentram, juntos, R$ 949.550.
Declaração de bens - Os valores fazem parte das declarações de patrimônio apresentadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral. O DivulgaCandContas é o sistema do TSE que reúne informações sobre candidaturas e contas eleitorais e permite consultar, entre outros dados, os bens declarados pelos postulantes.
A expressão “dinheiro em espécie” utilizada no levantamento corresponde à forma como o patrimônio foi declarado pelos próprios candidatos. A informação, portanto, registra o valor informado à Justiça Eleitoral, mas não significa necessariamente que o dinheiro esteja fisicamente guardado em uma residência ou “embaixo do colchão”.
O levantamento considera os registros que estavam disponíveis no sistema até 11 de agosto de 2026 e pode ser alterado à medida que novas candidaturas e declarações sejam inseridas ou atualizadas no DivulgaCandContas. O TSE destaca que a plataforma acompanha a atualização das informações ao longo do processo eleitoral.
No conjunto dos 29 candidatos, o valor médio declarado em espécie é de aproximadamente R$ 346,8 mil. A diferença entre os patrimônios em dinheiro é, porém, bastante ampla: vai dos R$ 4 milhões declarados por Londres Machado aos R$ 5 mil informados por Paulo Correa.

