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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

19/05/2014 15:11

Obra para acabar com enchentes causa transtornos e revolta moradores

Zana Zaidan
Cratera alvo de reclamações corta três quadras da rua Hipócrates (Foto: Marcos Ermínio)Cratera alvo de reclamações corta três quadras da rua Hipócrates (Foto: Marcos Ermínio)

Solicitação antiga da população do Bairro Nova Lima, a obra contenção de enchentes e construção da rede fluvial tem desagradado moradores da Rua Hipócrates, onde há 15 dias máquinas e tratores começaram o trabalho. Uma cratera de 50 metros de diâmetro, que começa na Rua Firmo Cristaldo e segue até a Celina Baís Martins, foi aberta e, com isso, teria abalado a estrutura dos imóveis deste trecho, além de impedir a entrada dos carros nas garagens.

“O terreno da minha casa está cedendo, parece que vai desabar buraco abaixo a qualquer momento. Fora as rachaduras nos muros, que estão cada vez abrindo mais”, diz a dona de casa Irene Alves Costa, 47 anos, que há um ano comprou o imóvel, que fica na esquina com a Firmo Cristaldo.

Moradores reclamam de rachaduras causadas pela obra (Foto: Marcos Ermínio)Moradores reclamam de rachaduras causadas pela obra (Foto: Marcos Ermínio)
Danilo comprou o imóvel que teve estrutura abalada há quatro anos (Foto: Marcos Ermínio)Danilo comprou o imóvel que teve estrutura abalada há quatro anos (Foto: Marcos Ermínio)

Vizinho dela, o auxiliar administrativo Danilo de Souza Nunes, 35 anos, considera importante a obra que vai pôr fim às enchentes, mas pondera que os moradores do trecho não podem ser penalizados. “Para mim vai ser só prejuízo. Já registrei os danos, com fotos, vou procurar um advogado e acionar o seguro do banco, porque quero ser ressarcido”, afirma.

Enquanto a obra não está pronta, os moradores estão impedidos de guardar os carros nas respectivas garagens. Danilo, por exemplo, conta que faz faculdade à noite e caminha dez quadras da casa do pai, onde tem deixado o carro, até a casa dele. “No começo fazia um malabarismo, tinha um espacinho que dava para passar com o carro. Agora, tenho que andar à meia-noite, e é muito perigoso”, acrescenta.

Na casa ao lado, o temor do proprietário Leandro Sandri, 42 anos, é de que um poste da iluminação da via desabe a qualquer momento sobre a sua casa, porque a cratera estaria se expandindo e pode atingi-lo a qualquer momento.

“Esse buraco é um risco para as pessoas. Há muitas crianças aqui que podem cair ali”, declarou ontem, depois de procurar o Campo Grande News, via Whatsapp, para relatar o descontentamento dos vizinhos.

Chuva e cano da rede de água que estourou atrasaram conclusão da obra no trecho (Foto: Marcos Ermínio)Chuva e cano da rede de água que estourou atrasaram conclusão da obra no trecho (Foto: Marcos Ermínio)

Obra – Secretário municipal de Obras, Semy Ferraz explica que há cerca de um mês equipes da prefeitura estão na região para implantar a rede fluvial. No trecho alvo de reclamação dos moradores, são 15 dias, mas a cratera foi aberta foi aberta há três.

Segundo ele, a obra é feita em etapas, em um quarteirão por vez. “Logo cedo, perfuramos buracos de 5,25 metros de profundidade, para passar a tubulação. Normalmente, no final do dia já está fechado, mas tivemos problemas nesta parte por causa da chuva, além de um cano da rede de água que estourou”, esclarece.

A previsão é que a cratera esteja fechada até amanhã. “Interditar é inevitável, porque é um trabalho pesado. São valas profundas, que exigem fazer escoramento, que evitam o desmoronamento”, acrescenta Ferraz, que atesta, ainda, que os canos estourados já foram reparados.

Sobre os danos aos imóveis, o secretário afirma estar ciente da reclamação dos moradores, mas ressalta que, caso sejam constatados, são de responsabilidade da empresa campo-grandense Industrial São Luiz, construtora que venceu a licitação da obra.

Realizada desde dezembro do ano passado, o trabalho faz parte da implantação da rede fluvial do Córrego Segredo. São R$ 17 milhões em recursos do PAC 2 investidos, e a previsão é que, até o final de 2014, todos os bairros da região tenham a rede fluvial instalada.

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