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Capital

Ônibus lotam na véspera da volta do transporte com integração 100%

No Centro da cidade, ainda era possível ver veículos parados no início desta noite, para uso em horário de pico

Por Liniker Ribeiro e Marcos Rivany | 04/11/2020 19:30
Ônibus lotando circulando pelo Centro da Capital, nesta quarta-feira (Foto: Paulo Francis)
Ônibus lotando circulando pelo Centro da Capital, nesta quarta-feira (Foto: Paulo Francis)

Na prática, decreto que permite a circulação dos ônibus do transporte público da Capital com lotação máxima e, consequentemente, garante integração 100% para usuários, só teria efeitos amanhã (5). Porém, no fim da tarde desta quarta-feira (4), o que se viu pelas ruas do Centro de Campo Grande foram coletivos lotados e carros parados, funcionários à espera de orientações para retomada do serviço em sua escala original.

Quem saiu de casa cedo, antes do decreto ser publicado pela Prefeitura da Capital, diz ainda não ter sentido diferença no serviço, exceto no quesito lotação. O fator, inclusive, tem preocupado usuários, como a jovem Karine de Oliveira, de 23 anos.

Acho que não deveria voltar ao normal ainda, e se subir os números da pandemia de novo? É um risco grande”, opinou.

Veículos parados na Praça Ary Coelho, na Rua 13 de Mario, no Centro da Capital (Foto: Paulo Francis)
Veículos parados na Praça Ary Coelho, na Rua 13 de Mario, no Centro da Capital (Foto: Paulo Francis)

Pelas ruas, também tem que seja favorável ao serviço sendo “normalizado”. Como o repositor Leandro do Nascimento Silva, de 35 anos. Apesar disso, ele ainda não sentiu diferença considerável ao retornar para casa hoje.

Pego ônibus todos os dias no mesmo ponto [no Peg Fácil da Rua 13 de Maio, na Praça Ary Coelho] e na minha opinião está tudo do mesmo jeito”.

Para a encarregada de limpeza Rosane Espinoza, a expectativa mesmo é para que os ônibus que, desde o início da pandemia, ficam estacionados na região central para serem utilizados em horários de pico, voltem a funcionar ao longo de todo dia.

Para ela, a medida vai ajudar a diminuir o tempo gasto para chegar em casa. “Trabalho no Indubrasil e moro no Bairro Santa Emília. Prefiro vir para o Centro do que ir para o terminal, porque ontem mesmo, fiquei das 15h30 às 18h45 esperando ônibus, em pé. Vindo para cá, eu consigo chegar em casa às 18h35”, afirmou.

Conforme informou o Consórcio Guaicurus, por meio de assessoria de imprensa, assuntos como a ampliação dos coletivos circulando, integração e a dinâmica em que o serviço de transporte deve adotar a partir de agora serão discutidos em reunião entre a empresa e a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), nesta quinta-feira (5).

Rosane trabalho no Indubrasil e mora no Santa Emília; todos os dias enfrenta longa batalha para pegar ônibus (Foto: Paulo Francis)
Rosane trabalho no Indubrasil e mora no Santa Emília; todos os dias enfrenta longa batalha para pegar ônibus (Foto: Paulo Francis)


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