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Capital

Na caça a agressor, polícia bate em casa de acusado e acha mulher com olho roxo

Delegada alerta que além de denunciar, é preciso se livrar de relação violenta

Por Aline dos Santos e Antonio Bispo | 01/03/2024 11:29
Agressores de mulheres foram presos nesta sexta-feira em operação da Deam (Foto: Henrique Kawaminami)
Agressores de mulheres foram presos nesta sexta-feira em operação da Deam (Foto: Henrique Kawaminami)

A operação “Deam por Elas”, que foi às ruas nesta sexta-feira ( 1º) em alusão ao Mês Internacional da Mulher, encontrou uma cena representativa do que, infelizmente, é rotina em muitos lares. Uma vítima de violência estava ao lado do agressor, debaixo do mesmo teto e com um olho roxo.

De acordo com a titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), delegada Elaine Cristina Benicasa, a mulher já tinha sido vítima de violência e feito o registro na polícia.

“Por isso é importante a conscientização das mulheres. Não só em denunciar, mas também em se conscientizar e conseguir se livrar dessa relação. E esse não é um trabalho individual, mas coletivo, que envolve não só a vítima, mas todos que estão em volta”, afirma Elaine Benicasa.

A ação prendeu oito pessoas, sete homens e uma mulher. Ela foi presa em flagrante por tráfico de drogas, no Jardim Noroeste. O alvo era um homem com mandado de prisão em aberto por violência doméstica, mas na casa foram encontrados 2,1 quilos de maconha e um revólver calibre 38. O dois estavam embalando a droga e foram presos.

Na ofensiva contra os agressores, também foi preso um estuprador. O crime sexual aconteceu em uma festa, no dia 3 de junho de 2023. A vítima foi uma moça.

Os presos foram alvos por crimes de lesão corporal, vias de fatos, crime sexual e descumprimento de medida protetiva. Conforme a Deam, a reincidência é grande. Situação atenuada quando o homem aceita participar de grupos de reflexão. Mas a recusa também é alta.

Eliane Benicasa (em primeiro plano) é titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. (Foto: Henrique Kawaminami)
Eliane Benicasa (em primeiro plano) é titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. (Foto: Henrique Kawaminami)

Quase todos os presos de hoje já possuem registro de ocorrência na Deam. Se não uma ocorrência, duas ou três”, afirma a delegada.

Os presos em flagrante vão participar de audiência de custódia. Os com mandado de prisão serão encaminhados para o sistema penitenciário.

Triste recorde – A Deam registrou em janeiro o recorde de registros de violência contra as mulheres. Superando até o registro nas Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário). Contudo, o número não foi divulgado.

Em dois meses de 2024, já foram concedidas mais de mil medidas protetivas.

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