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Filho de pastores é acusado de golpe milionário contra fiéis e parentes

Vítimas relatam promessa de rendimento de 5%, pagamentos interrompidos e justificativa de "dinheiro retido"

Por Anahi Zurutuza | 30/07/2026 21:25
Filho de pastores é acusado de golpe milionário contra fiéis e parentes
Nathan Durizi no Estádio Bernabéu, localizado em Madrid, na Espanha (Foto: Instagram/Reprodução)

Filho de pastores e conhecido entre integrantes de uma comunidade cristã de Campo Grande, Nathan Durizi Silva Rodrigues, de 25 anos, é acusado por parentes, amigos e membros da igreja de ter recebido valores para supostos investimentos que não foram feitos. Parte das pessoas afirma ter confiado no jovem por causa da ligação religiosa dele.

RESUMO

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Nathan Durizi Silva Rodrigues, de 25 anos, filho de pastores e membro de uma comunidade cristã em Campo Grande, é acusado por ao menos oito pessoas de aplicar golpes em investimentos falsos, somando prejuízos de R$ 1 milhão. Ele prometia rendimentos de 5% ao mês vinculados à XP Investimentos, mas o dinheiro nunca foi devolvido. A Durizi Investimentos nega irregularidades e o caso é investigado pela Polícia Civil.

A apuração do Campo Grande News reuniu entrevistas, comprovantes bancários, contratos, notas promissórias, confissões de dívida, boletins de ocorrência, mensagens e áudios atribuídos a Nathan. Também foram analisados processos judiciais de cobrança, restituição de valores e despejo nos quais ele aparece como réu.

Os valores devidos a oito pessoas ou núcleos familiares que se consideram vítimas de Nathan somam, pelo menos, R$ 1 milhão. O cálculo não inclui juros e rendimentos prometidos, nem valores atribuídos a outras pessoas que ainda não foram ouvidas diretamente ou não apresentaram documentos à reportagem.

Os relatos têm elementos em comum, mostrando como seria o “modus operandi” do “assessor de investimentos”. As vítimas dizem que Nathan oferecia rendimentos próximos de 5% ao mês, apresentava planilhas com suposta evolução das aplicações e, em alguns casos, fazia pagamentos iniciais. Quando os repasses pararam, ele passou a afirmar que os recursos estavam retidos ou bloqueados pela XP Investimentos, corretora de valores conhecida no Brasil.

Em mensagens enviadas a uma das clientes, Nathan citou notificações, atuação de advogados, viagens a São Paulo e reuniões presenciais com representantes da empresa nacional. Apesar das sucessivas previsões de liberação, as pessoas ouvidas dizem que o dinheiro não foi devolvido.

Procurada, a Durizi Investimentos afirmou que “rechaça a prática de qualquer conduta ilícita”, ressaltou que boletins de ocorrência registram versões unilaterais e informou que não comentaria casos específicos. A nota não esclareceu a destinação dos recursos, a relação com a XP, o suposto bloqueio dos investimentos nem a previsão de pagamento das dívidas.

Economia de anos virou promissória - A pensionista Ivone Bagagi Joaquim, de 58 anos, afirma ter entregado a Nathan R$ 150 mil entre outubro e novembro de 2024. Ela conta que chegou até ele por intermédio de familiares que frequentavam a mesma igreja.

A primeira entrega, de R$ 50 mil, teria ocorrido em 7 de outubro de 2024. Depois, Ivone e o marido decidiram aumentar o investimento. O valor efetivamente entregue em dinheiro chegou a R$ 120 mil.

Outros R$ 30 mil correspondiam a um Citroën C3 que Ivone pretendia vender. Segundo ela, Nathan disse que compraria o automóvel para uma irmã, mas incluiu o valor no investimento. O veículo, que estava no nome da filha de Ivone, acabou repassado diretamente a um garagista.

Ivone conta que decidiu investir o dinheiro que guardava depois que participou de uma apresentação realizada em um apartamento de luxo na Rua da Paz, perto da Avenida Ceará, na Capital. Várias pessoas estavam presentes e Nathan teria explicado o funcionamento da operação, prometendo o rendimento próximo de 5% ao mês.

Depois dos primeiros aportes, ele teria mostrado uma planilha indicando que o dinheiro estava rendendo. O contrato que comprovaria a aplicação pela XP, porém, nunca foi entregue. “Meu marido sempre cobrava os documentos. Nathan dizia que traria o contrato da XP, mas ele nunca apareceu.”

Quando chegou o prazo combinado para resgate, em maio de 2025, Nathan informou que os valores estavam bloqueados pela corretora. Em seguida, passou a assinar uma confissão de dívida e notas promissórias. Ivone afirma que ele continuou indo mensalmente à casa dela para renovar os papéis. Nathan assinou a última promissória no dia 7 de julho.

Com os rendimentos e encargos incluídos por Nathan nas sucessivas atualizações, o débito reconhecido teria alcançado aproximadamente R$ 440 mil. “Os R$ 150 mil foram o valor original. Os R$ 440 mil são o valor que ele passou a reconhecer nas atualizações, com os juros que prometeu.”

Ivone registrou boletim de ocorrência por suspeita de estelionato e afirma ter prestado depoimento à Polícia Civil em 20 de julho.

Tia entregou R$ 300 mil – A própria família de Nathan aparece entre os credores. Uma tia afirma ter depositado R$ 300 mil depois de receber referências positivas do pai e da mãe do sobrinho.

Segundo ela, o primeiro aporte foi de R$ 200 mil. Depois, acrescentou outros R$ 100 mil. O dinheiro, afirma a mulher de 52 anos que pediu para ter o nome preservado, era resultado de economias acumuladas durante anos. “Compromisso é compromisso, negócio é negócio. O que está certo, está certo. O que não está, não tem como defender.”

A tia relata que recebeu os rendimentos durante alguns meses. O último pagamento teria ocorrido em outubro de 2024 e o contrato dela com Nathan venceu em dezembro daquele ano, sem devolução do capital.

Posteriormente, o sobrinho teria emitido uma nota promissória de aproximadamente R$ 347 mil, somando o capital de R$ 300 mil aos rendimentos que haviam deixado de ser pagos.

A tia diz que o Nathan repetia que os recursos estavam “bloqueados na XP”, mas nunca apresentou extrato, comunicação da instituição ou documento que demonstrasse a existência do dinheiro. “Se ele não fez nada errado, por que não comprova onde está o dinheiro?”

Ela conta que, acreditando nas promessas de liberação, assumiu compromissos relacionados a uma obra na chácara onde mora, em Goiás. Sem receber, precisou contratar empréstimos e vender o próprio carro para pagar pedreiros e fornecedores. “Meu dinheiro estava guardado e, depois disso, tudo virou uma bola de neve.”

Filho de pastores é acusado de golpe milionário contra fiéis e parentes
Troca de mensagens de Nathan com familiar mostra promesse de solução para a "retenção" do dinheiro (Foto: Reprodução)

Tio estima prejuízo de R$ 400 mil – Outro tio de Nathan, que também pediu para não ser identificado em razão do conflito familiar, estima que o prejuízo dele se aproxima de R$ 400 mil.

Na entrevista gravada, ele detalhou que colocou R$ 305 mil nas mãos do sobrinho, sendo R$ 200 mil relacionados a uma casa, um carro avaliado em R$ 65 mil e R$ 40 mil obtidos por meio de empréstimo bancário.

O tio afirma que Nathan prometia rendimento de 5% ao mês e para convencê-lo a contratar o empréstimo de R$ 40 mil, teria oferecido retorno de até 6%. “Não confiei apenas nele. Como ele era muito jovem, confiei principalmente nos pais dele, que são meus cunhados.”

O familiar diz ter sido um dos últimos parentes a aderir. A sogra e uma cunhada já teriam investido dinheiro nas propostas de Nathan e recebido pagamentos nos primeiros meses.

Ele afirma que perguntou ao sobrinho se poderia confiar a ponto de deixar o emprego como segurança e dedicar-se ao próprio negócio. A resposta teria sido: “Tio, pode confiar”.

O primeiro rendimento não chegou a ser retirado, porque o tio autorizou o reinvestimento. No mês seguinte, segundo ele, começaram os atrasos. “Foi o que todo mundo fez. Confiou nele e quebrou a cara.”

O tio também relata que pediu documentos sobre a alegada retenção dos recursos. Um irmão dele, que tem conhecimento jurídico, teria solicitado acesso à suposta medida que seria adotada contra a XP. Depois disso, Nathan deixou de responder. O familiar diz possuir contratos, mensagens com Nathan e conversas com os pais dele.

Filho de pastores é acusado de golpe milionário contra fiéis e parentes
Foto de comprovante da transferência bancária feita por Fernanda Reis a Nathan em 2023 (Foto: Reprodução)

Transferência de R$ 110 mil – Fernanda Reis, que também procurou o Campo Grande News, mostra um comprovante de transferência bancária de R$ 110 mil feita em 20 de novembro de 2023. O documento bancário identifica Nathan Durizi Silva Rodrigues como favorecido e mostra que o valor foi enviado para uma conta pessoal dele no Sicredi.

Fernanda narra que o investimento foi feito com a expectativa de resgate em novembro de 2024, período em que se mudaria do Brasil. O acordo também previa pagamentos mensais de rendimentos.

Segundo ela, os repasses ocorreram durante seis meses. Em junho de 2024, após ser alertada de que Nathan estava enfrentando problemas financeiros, pediu a retirada do capital. A partir daquele momento, afirma ter deixado de receber também os rendimentos.

Já no exterior, Fernanda participou de uma videochamada com Nathan para negociar um acordo. Ela diz que foi assinada uma confissão de dívida, mas o compromisso não foi cumprido. “Era esse valor que eu estava contando para me mudar de país.”

Fernanda registrou boletim de ocorrência por suspeita de estelionato e afirma que a última justificativa recebida foi a de que o dinheiro estava “preso na XP”.

Ela diz ter confiado em Nathan após recomendação dentro da igreja. Segundo Fernanda, ele atuava na liderança de adolescentes, era chamado para falar durante momentos de dízimos e ofertas e era apresentado como alguém confiável. “Ele era líder dos adolescentes, filho de pastores. Confiamos que seria algo honesto.”

Fernanda também relata que a sogra entregou R$ 16 mil e a irmã, R$ 30 mil. Esses dois valores não foram incluídos na soma principal, pois elas ainda não foram ouvidas diretamente pela reportagem.

Filho de pastores é acusado de golpe milionário contra fiéis e parentes
Printa da mensagem enviada por Nathan à Fernanda, uma das denunciantes (Foto: Reprodução)

Mensagens citam XP, advogados e viagem a SP - Mensagens e áudios enviados por Nathan a Fernanda mostram que ele atribuía o atraso à XP. Em conversa de 13 de janeiro deste ano, escreveu: “Emitimos na semana passada a última notificação para a XP. Os ‘recursos’ deles para segurar a liberação do dinheiro já acabou [sic].”

Na sequência, afirmou que a instituição teria de estabelecer um prazo e realizar o pagamento. Também citou a atuação de uma equipe jurídica. “Em nome de Jesus, a equipe jurídica tá trabalhando bem ativa. Creio que até o meio da semana que vem teremos novidades excelentes.”

Em um dos áudios, Nathan disse que viajaria a São Paulo na primeira semana de fevereiro, após uma reunião supostamente marcada com a corretora. “Eles chamaram lá para a gente poder fazer os pagamentos direto por lá e tal, pela corretora.”

Em outra gravação, afirmou que já havia retornado de São Paulo, mas que os valores continuavam sem liberação. “Eu tinha convicção de que sexta-feira mesmo eu já ia receber, mas ainda não deu certo.”

Ele disse ter conversado pessoalmente com representantes da instituição e demonstrou expectativa de que a situação fosse resolvida. “Com certeza está mais perto dessa nossa bênção, em nome de Jesus.”

Filho de pastores é acusado de golpe milionário contra fiéis e parentes
Um dos boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil de MS (Foto: Reprodução)

BO registra R$ 16 mil – Outra mulher que se identifica como vítima e pediu para ter o nome preservado registrou boletim de ocorrência em 27 de julho de 2026, em Campo Grande. Ela informou à polícia ter transferido R$ 16 mil para Nathan.

Segundo o histórico, o primeiro aporte, de R$ 15 mil, ocorreu em 19 de outubro de 2024. Outros R$ 1 mil foram transferidos em 21 de novembro do mesmo ano.

Ela declara à polícia que Nathan se apresentou como investidor vinculado à XP e ofereceu rendimento fixo de 5% ao mês. O registro afirma que foram assinados contratos e emitidas notas promissórias, mas que nenhum rendimento ou capital foi devolvido.

Conforme o boletim de ocorrência, Nathan teria alegado que os valores estavam “retidos na XP” e que havia ingressado com uma ação judicial para liberá-los, sem apresentar comprovante ou número de processo.

A comunicante comprometeu-se a entregar à polícia contratos, comprovantes bancários, áudios, vídeos e conversas. Ela também manifestou interesse em representar criminalmente.

O boletim registra a versão apresentada pela vítima de 45 anos e é o primeiro passo para que a polícia investigue Nathan por mais um caso de estelionato.

Amizade de infância perdida – Um amigo de infância de Nathan, de 26 anos, e a esposa afirmam ter perdido aproximadamente R$ 80 mil. O casal pediu para não ser identificado. “Na época, ele nos convenceu até mesmo a fazer um empréstimo para investir, prometendo um rendimento de 5% ao mês. Ele transmitia muita confiança: era da igreja, líder do grupo de adolescentes, filho de pastor e cresceu nesse ambiente. Além disso, inicialmente fazia os pagamentos conforme havia prometido, o que nos fez acreditar que o investimento era seguro.”

“Além do empréstimo, ele também insistiu para que vendêssemos o nosso carro. Disse que seria uma excelente oportunidade, porque poderíamos ‘alugar’ um carro mais novo e pagar esse aluguel com o lucro dos investimentos. Confiamos na orientação dele, vendemos o nosso carro e seguimos exatamente o que ele nos recomendou”, continua contando em mensagem enviada ao Campo Grande News após conversa por telefone.

O amigo afirma que depois de um tempo descobriu que Nathan havia deixado de pagar outras pessoas enquanto recebia o dinheiro do casal. “Era o dinheiro conquistado com muito esforço, e hoje convivemos com um enorme prejuízo financeiro e emocional. Além de perdermos nossas economias, ficamos com a dívida do empréstimo e sem o carro que vendemos por orientação dele. Hoje precisamos trabalhar dobrado para tentar reconstruir nossa vida financeira.”

O rapaz diz ainda estar profundamente magoado com a situação. “O que mais dói é ver que, enquanto tantas famílias tiveram suas vidas completamente abaladas, a família dele continua demonstrando uma vida de muito conforto e luxo nas redes sociais. Para quem perdeu tanto, essa realidade é extremamente difícil de ver.”

Filho de pastores é acusado de golpe milionário contra fiéis e parentes
Foto enviada à reportagem na noite desta quinta-feira (30/07) mostra Nathan numa quadra de padel, esporte considerado caro devido ao alto custo dos equipamentos e da hora-aula (Foto: Direto das Ruas)

Justiça tentou bloquear contas – Nathan também responde a processos cíveis relacionados a dívidas e valores recebidos para investimentos.

Em uma das ações, movida por Marson Sontag da Silva Junior, o autor afirma ter entregue inicialmente R$ 6 mil e, depois, mais R$ 20 mil à N D S R Consultoria Empresarial Ltda., empresa associada ao nome Durizi Investimentos.

Marson pede a rescisão do contrato e a devolução de R$ 26 mil, além de indenização. Ele também relata promessa de rendimento mensal de 5%, percentual que, conforme a documentação analisada, não estava expressamente previsto no contrato juntado ao processo.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 26 mil por meio do Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário), sistema usado para localizar dinheiro em instituições financeiras. A busca localizou apenas R$ 5.907,61, quantia equivalente a pouco mais de 22% do valor procurado.

O resultado indicou falta de saldo suficiente para alcançar os R$ 26 mil. O processo ainda não tinha sentença definitiva na documentação analisada.

Promissória de R$ 24 mil chegou a R$ 43,9 mil - Em outro processo, Tatiana Duarte cobra uma nota promissória de R$ 24 mil, emitida em março de 2025 e com vencimento em 4 de abril daquele ano. A cobrança inicial foi calculada em R$ 30.360, considerando atualização e encargos. Durante o processo, as partes firmaram acordo no valor de R$ 30 mil, com vencimento em 20 de dezembro de 2025.

A Justiça homologou o acordo, mas Tatiana informou posteriormente que ele não foi pago. Em julho de 2026, o valor cobrado no cumprimento de sentença havia alcançado R$ 43.900,60.

Também houve pedido para que o Sisbajud procurasse valores em contas e investimentos, inclusive com repetição automática das buscas. No trecho do processo analisado, não aparecia resultado efetivo de nova penhora.

Despejo e outras cobranças – A situação financeira de Nathan aparece ainda em ação de despejo por falta de pagamento relacionada a um apartamento no Condomínio Jooy Vision, em Campo Grande.

Os proprietários e a imobiliária afirmam que o aluguel mensal era de R$ 3 mil e que também ficaram pendentes valores de condomínio, IPTU e garantia contratual. A petição menciona suspeita de apresentação de comprovantes de pagamento que não corresponderiam a transferências efetivadas, versão que também foi levada à polícia.

A Justiça concedeu liminar para desocupação, e o apartamento foi posteriormente devolvido. A cobrança civil foi atualizada para cerca de R$ 34,7 mil. O processo ainda não tinha decisão final sobre todas as alegações.

A consulta aos processos também mostra demandas de cobrança, execução de títulos e rescisão contratual. A existência dessas ações não comprova prática criminosa, mas registra judicialmente dívidas e obrigações atribuídas a Nathan e à empresa.

Em resposta ao Campo Grande News, a Durizi Investimentos afirmou que “rechaça a prática de qualquer conduta ilícita e informa que as alegações mencionadas serão tratadas pelos meios legalmente adequados, com absoluta observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.”

A empresa ressaltou que boletins de ocorrência representam registros unilaterais e não constituem prova de ilegalidade ou reconhecimento de responsabilidade.

A nota não deu mais esclarecimentos. “Em respeito às partes envolvidas e considerando a possibilidade de futuros desdobramentos administrativos ou judiciais, a empresa não fará comentários adicionais sobre casos específicos neste momento.”

A XP foi questionada sobre eventual vínculo profissional, comercial ou de investimento com Nathan, a existência de conta ou recursos em nome dele, supostas notificações, reuniões em São Paulo e bloqueios.

Em nota preliminar, a empresa afirmou que Nathan não é e nunca foi assessor de investimentos da XP, nem mesmo de nenhuma empresa parceira da companhia. "Possivelmente estamos diante de um golpe. Essa informação base, de que ele seria profissional da XP, já podemos confirmar com certeza de que é mentira, mas realmente só vamos conseguir apurar melhor se ele tem algum histórico com a gente pela manhã".

Até o momento, não há decisão criminal definitiva reconhecendo a prática de estelionato. As denúncias estão sendo apuradas pela Polícia Civil, enquanto as ações cíveis seguem em tramitação.