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Capital

Operação do Gaeco contra Jamil Name também prende 4 policiais civis

Ao todo, são 23 ordens de prisões: sendo 13 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de prisão temporária

Por Aline dos Santos e Viviane Oliveira | 27/09/2019 07:47
Gaeco foi a condomínio de luxo no Jardim São Bento para prisão de empresário. (Foto: Henrique Kawaminami)
Gaeco foi a condomínio de luxo no Jardim São Bento para prisão de empresário. (Foto: Henrique Kawaminami)

A operação Ormetà, que mira os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho, já prendeu quatro policiais civis nesta sexta-feira (dia 27). São três policiais da ativa e um aposentado. Ao todo, são 23 ordens de prisões: sendo 13 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de prisão temporária em Campo Grande. A força-tarefa ainda cumpre 21 mandados de busca e apreensão.

Os crimes investigados são organização criminosa atuante na prática dos crimes de homicídio, milícia armada, corrupção ativa e passiva. A operação é realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), força-tarefa da Polícia Civil que investiga as execuções na Capital, Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros), Batalhão de Choque e Bope.

Nome da operação, Ormetà é um código de honra da máfia italiana, que faz voto de silêncio. Conforme apurado pelo Campo Grande News, Jamil Name e Jamil Name Filho foram presos em condomínio de luxo no Jardim São Bento. Jamil Name é o empresário para quem trabalhava o então guarda municipal Marcelo Rios, preso em maio com um arsenal que pode estar ligado a crimes de pistolagem em Campo Grande.

O arsenal tinha o mesmo modelo de fuzil usado em três execuções. As vítimas foram Ilson Martins de Figueiredo (policial militar reformado e então chefe da segurança da Assembleia Legislativa), Orlando da Silva Fernandes (ex-segurança do narcotraficante Jorge Rafaat) e o universitário Matheus Coutinho Xavier (a suspeita é de que o alvo fosse seu pai, um policial militar reformado).

Na sequência, foram presos outros dois guardas municipais, que também trabalhavam na segurança do empresário. Eles foram denunciados pelo Gaeco por obstruir investigação e integrar organização criminosa.