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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

04/08/2015 10:55

Operação do Inmetro reprova 70% das baterias de veículos analisadas em MS

Flávia Lima
Técnicos do Inmetro visitaram diversos estabelecimentos na Capital e interior. (Foto:Fernando Antunes)Técnicos do Inmetro visitaram diversos estabelecimentos na Capital e interior. (Foto:Fernando Antunes)

Operação desencadada semana passada pelo Inmetro em todo o país reprovou 70,74% das baterias chumbo-ácidas analisadas na Capital e no interior de Mato Grosso do Sul. No Estado, a ação foi desenvolvida pela Agência Estadual de Metrologia, órgão delegado do Inmetro e vinculada à Semade (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico).

Batizada de Operação Especial Carro Andando, a ação aconteceu durante toda a última semana e analisou 711 baterias novas, manufaturadas, reformadas e recicladas, em 15 estabelecimentos, reprovando 503 deles. Apenas 208 baterias foram aprovadas.

No dia em que a reportagem do Campo Grande News acompanhou os técnicos do Inmetro, durante visita a estabelecimentos da Capital, não houve constatação de produtos fora dos padrões, no entanto, um dos técnicos afirmou que o maior problema acontecia em cidades do interior.

Em Ponta Porã, por exemplo, a fiscalização já havia notificado estabelecimentos por comercializarem baterias fora das especificações.

Ao todo, seis estabelecimentos foram notificados para apresentação de documentos fiscais que comprovem a origem dos produtos. As principais irregularidades encontradas foram ausência de informações obrigatórias e do selo de avaliação da conformidade (Selo Inmetro com registro).

A chefe do Setor de Avaliação da Conformidade da Agência Estadual de Metrologia, Ivete da Silva, explicou, durante a operação, que desde o ano passado as baterias não podem ser comercializadas fora das exigências do Inmetro. O prazo para o fabricante comercializar os produtos sem o selo de garantia do Inmetro expirou em julho de 2013, porém o lojista teve autorização para vender as baterias fora das especificações até julho de 2014.

O prazo foi dado para que o comerciante eliminasse o estoque e não ficasse no prejuízo. Os técnicos também verificaram a existência das informações como razão social, CNPJ e endereço do fabricante ou importador, país de origem, denominação comercial, data de fabricação e validade e tensão nominal em volts.

Os riscos de adquirir uma bateria de procedência duvidosa variam dos prejuízos em utilizar um produto que pode a vida útil reduzida até a explosão do material, além do vazamento de líquidos corrosivos, que prejudicam o meio ambiente e o próprio veículo.



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