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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

17/11/2017 16:00

Operação enquadra dono de ótica por exercício ilegal da medicina

Proprietário de ótica é técnico em optometria e realizava exames de vista sem cobrar nada

Guilherme Henri e Anahi Gurgel
Superintendente do Procon Marcelo Salomão durante operação (Foto: André Bittar)Superintendente do Procon Marcelo Salomão durante operação (Foto: André Bittar)

Operação desencadeada pelo Procon na tarde desta sexta-feira (17) autuou um técnico em optometria por exercício ilegal da profissão. Ele é proprietário da Ótica Rolux localizada na rua Candido Mariano, no centro de Campo Grande e além de realizar exame de vista também não cobrava pelas “consultas”.

A ação que mira também outras óticas da Capital teve início depois que uma cliente registrou queixa sobre a situação ontem (16) na polícia. Além do Procon, a fiscalização contou com a presença da Vigilância Sanitária e membro do Conselho de Regional de Medicina.

Aparelho ceratometro apreendido na operação (Foto: Divulgação/ Procon)Aparelho ceratometro apreendido na operação (Foto: Divulgação/ Procon)

De acordo com o superintendente do Procon do Estado, Marcelo Salomão, o que chamou a atenção na operação foi que na entrada da ótica estava fixado um cartaz oferecendo a “consulta”.

Na fiscalização ficou constatado que o técnico realizava o exame, pois foi encontrado em uma sala o ceratometro, aparelho usado por oftalmologistas para realizar exames de vista e também uma caixa com provas de lentes.

Aparelho e caixa foram apreendidos e a ótica foi autuada. Segundo Marcelo, a multa varia entre R$ 5 mil e R$ 50 mil. “O alerta é para população que pode colocar a saúde em risco ao se submeter a este tipo de exame com um profissional que não seja um oftalmologista”, alerta.

Ainda segundo o superintendente mais três óticas também devem receber a fiscalização, no entanto, os endereços não foram divulgados para que a ação não seja prejudicada.

Ótica - Os responsáveis pela ótica se recusaram a falar com a imprensa.

Serviço – Denúncias como esta podem ser feitas pela população pelo número 151 ou pelo site do Procon, que é o procon.ms.gov.br.



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