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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

19/01/2012 19:07

Ossada encontrada no Noroeste não é de jovem jogado em lixão, diz laudo

Nadyenka Castro

Havia suspeita de que os ossos encontrados em agosto do ano passado fossem de Aristides Cavalheiro Lopes, de 19 anos, espancado em maio. Foi recolhido material genético da mãe do rapaz e exame apontou que a ossada não é dele

A ossada encontrada no dia 29 de agosto do ano passado, no Jardim Noroeste, em Campo Grande, não é de Aristides Cavalheiro Lopes, de 19 anos, morto dois meses antes no mesmo bairro.

Havia suspeitas que os ossos fossem do rapaz porque o corpo dele não foi encontrado, mesmo com testemunhas e acusados confirmando que o cadáver foi colocado em um saco plástico e jogado no lixão da região.

De acordo com o delegado Márcio Custódio, o exame de comparação genética feito com material da mãe do jovem apontou que a ossada não é de Aristides.

Conforme o delegado, outras análises apontaram que os ossos eram de uma pessoa com 1.62m de altura, do sexo masculino, com idade entre 20 e 80 anos e que tinha uma fratura na perna esquerda.

O laudo diz ainda que há ausência total de dentes, que a morte ocorreu há menos de 20 anos, que não há perfurações e nem lesões decorrentes de ataques de animais silvestres. Foram encontrados em meio aos ossos tecidos de vestuário da cor azul escura.

Segundo o delegado, diante da negativa das suspeitas, a investigação agora está concentrada no cadastro de desaparecidos. Estão sendo analisadas informações de pessoas com características semelhantes às citadas nos laudos.

O delegado pede para quem tem parente desaparecido, cujas características sejam semelhantes às já citadas, entrar em contato com a 3ª Delegacia, através do telefone 67-3326-0027. Serão feitos exames de DNA para a confirmação.

Aristides - Segundo a Polícia, ele foi espancado durante uma hora. O corpo até hoje não foi localizado, apesar de várias buscas terem sido feitas.

Conforme denúncia do MPE, estão envolvidos no crime nove adultos e um adolescente, que está apreendido, segundo a Polícia Civil.

Segundo as irmãs de Aristides, ele era usuário de drogas e já fez alguns roubos. Elas disseram que quando souberam que o irmão não havia dormido em casa, passaram a procurar por ele no bairro e todos diziam que ele havia sido morto. “Inclusive crianças diziam que o corpo tinha sido jogado no lixão”, falou uma das irmãs.



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