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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

09/03/2018 12:20

Pacientes e funcionários reclamam de precariedade no HR

Dieta à base de ovos, ar-condicionado danificado, falta de roupas e lençóis de cama são algumas das reclamações

Danielle Valentim
Reportagem tentou agendar uma entrevista com a direção do hospital, que se limitou em dizer que as denúncias são inverdades. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Reportagem tentou agendar uma entrevista com a direção do hospital, que se limitou em dizer que as denúncias são inverdades. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

Dieta a base de ovo, falta de roupas, camas sem lençóis e ar-condicionado estragado. A situação no Hospital Regional Rosa Pedrossian está “insuportável”, conforme funcionários e pacientes da unidade. No entanto, a direção nega a falta de alimentação balanceada e garante que o ar-condicionado estará funcionando na próxima quarta-feira (14).

Familiares de adultos e crianças internadas no Hospital procuram o Campo Grande News desde o início de fevereiro. Em princípio, o problema era a falta do ar-condicionado, agora, soma o cardápio repetido a base de ovo e a falta de roupas para pacientes e lençóis nas macas.

A reportagem tentou agendar uma entrevista com a direção da hospital, que se limitou em dizer, por intermédio da assessoria de imprensa, que as denúncias quanto à alimentação oferecida aos pacientes do Hospital e a falta de roupas e lençóis em nossa instituição são inverdades. Sobre o ar condicionado, que está danificado desde o início do ano, a previsão para conserto está marcado para o dia 14 de março, devido a troca de peças importadas.

Ao Campo Grande News, o presidente do Sintss (Sindicato dos Servidores da Saúde de Mato Grosso do Sul), Ricardo Bueno, afirmou que o calor e as refeições à base de ovo estão presentes na unidade, há semanas. Em visita ao hospital, na manhã desta sexta-feira (9), Bueno se deparou com uma reunião entre os gerentes de todos os setores da unidade, mas não pôde participar.

Falta de roupas - O presidente do Sindicato afirma que o hospital não compra novos tecidos desde novembro e, que mesmo assim tenta terceirizar a lavanderia.

“Existe uma intenção muita grande do hospital em terceirizar a lavanderia. A última informação é de que tentaram arrumar essas máquinas. O Sindicato é contra a terceirização e, devido essa briga, houve precarização proposital. Eles até tentaram fazer uma licitação no último dia 23 de novembro. Desde novembro não há compra de novos tecidos, não adianta dar manutenção, contratar empresas, se não tem o que lavar”, explicou.

Para achar solução para o problema e ouvir de perto os problemas dos trabalhadores, o presidente convocou assembleia para a próxima sexta-feira (16). No encontro reajuste salarial também será discutido.

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