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Capital

“Pai” da Praça Pantaneira, artista Levi Batista morre aos 60 anos

Levi Batista estava internado desde o mês passado na Santa Casa, após mais uma crise de embolia pulmonar

Por Gabriela Couto | 03/07/2022 13:27
O artista plástico Levi Batista ao lado das obras da Praça Pantaneira. (Foto: Liniker Ribeiro/Arquivo)
O artista plástico Levi Batista ao lado das obras da Praça Pantaneira. (Foto: Liniker Ribeiro/Arquivo)

O artista plástico Levi Batista, de 60 anos, morreu na madrugada deste domingo (3) após uma parada cardíaca. Ele estava há cerca de um mês internado na Santa Casa de Campo Grande, porque sofria de crises de embolia pulmonar e tinha doença de chagas.

O Campo Grande News chegou a fazer matéria da dificuldade do artista para conseguir vaga para em um hospital na Capital. No início do mês passado, Levi ficou mais de 48h na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Aero Rancho, esperando um leito.

O corpo será velado amanhã (4), a partir das 7h30, no Cemitério Memorial Parque (Rua Francisco dos Anjos, 442, bairro Universitário). O sepultamento está marcado para às 13h30. Levi deixa esposa, três filhos e seis netos.

Fachada da casa de Levi Batista. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)
Fachada da casa de Levi Batista. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)

A doença de Chagas aposentou precocemente o artista, que foi proibido pelos médicos de fazer esforço físico. No fim do ano passado, inclusive, precisou rifar a obra de uma onça-pintada de 1,60 metros, para pagar tratamento de saúde.

Dentre as obras mais famosas do artista está a Praça Pantaneira, localizada ao lado da Prefeitura de Campo Grande, no cruzamento das ruas Barão do Rio Branco e 25 de Dezembro.

A fachada da casa onde a família de Levi mora já foi tema do Lado B, com a calçada repleta de animais do cerrado na Rua Clevelândia. Na ocasião, Levi explicou que foi criado na roça e por isso, gostava de reproduzir os bichos com quem cresceu.

“Eu sou autodidata, nunca frequentei a escola e a arte foi algo que descobri. Minha mãe era lavadeira de roupa, íamos para a beira do corgo e tinha muita argila. Eu fazia cavalinho, bolinha de gude, pegava a bucha verde, fazia o rabinho, as pernas”, relatou na época.

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