A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

18/04/2013 12:10

Pais protestam na Assembleia contra fechamento de creche do TJ/MS

Aline dos Santos e Carlos Martins
Dora Albuquerque reclama de fechamento de creche. (Foto: Wagner Guimarães/ALMS)Dora Albuquerque reclama de fechamento de creche. (Foto: Wagner Guimarães/ALMS)

O fechamento da creche “Milton Malulei”, que funciona no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), levou um grupo de pais à Assembleia Legislativa nesta quinta-feira. O Crei (Centro de Recreação Infantil) funciona há mais de 20 anos e vai fechar as portas em 30 de julho. O local, com capacidade para 115 crianças, atende, atualmente, 68 alunos.

“Hoje em dia, tem mais de 8 mil crianças na fila de espera por vagas nas creches. Nas particulares, o valor da mensalidade varia de R$ 700 a mil reais”, afirma a representante da associação de pais e mestres, Deisy Laura da Silva de Souza. Segundo ela, o tribunal instituiu um auxílio-creche, com valor mensal de R$ 380.

Conforme o grupo, o fechamento seria em dezembro de 2012, mas foi prorrogado a pedido dos pais. No entanto, neste ano, o berçário com capacidade para 16 bebês já foi desativado. Conforme os pais, o TJ/MS informou que está cumprindo orientação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que proíbe o tribunal de ter atividade não relacionada ao Judiciário. Outro questionamento é que o projeto atende somente Campo Grande, ferindo o princípio de isonomia dos servidores que moram no interior.

“O tribunal falou em isonomia. Mas como falar em isonomia se crianças estão sendo prejudicadas na Capital?”, questiona Dora Albuquerque. Um servidor, que pediu para não ser identificado, destacou a qualidade do ensino. “As crianças saem da creche aos 5 anos já alfabetizadas”. O filho dele está na creche desde os 8 meses. Hoje, a criança tem dois anos. Mato Grosso e Goiás querem copiar o modelo adotado no tribunal de Mato Grosso do Sul.

Garantia – O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Jerson Domingos (PMDB), assegurou que o local não será fechado. “Conversei com o presidente do Tribunal de Justiça e ele garantiu que não vai fechar e terá uma reforma”, afirma. Durante obra, as crianças serão deslocadas para outra creche no Parque dos Poderes.

Uma das mães, presente na sessão, questionou que garantias eles teriam que o Crei não será desativado. “A garantia é a palavra dos 24 deputados, que têm fé pública. E isso que estou dizendo está sendo gravado”, respondeu Jerson Domingos. O deputado Pedro Kemp (PT) sugeriu que a solicitação fosse feita por escrito. O presidente da Assembleia informou que vai pessoalmente ao TJ para visitar o presidente tribunal, Joenildo de Souza Chaves.

 

Durante discussão, adolescente de 17 anos é esfaqueado pelo amigo
Um jovem de 17 anos foi levado em estado grave para a Santa Casa após ser esfaqueado na noite deste sábado, na frente da casa em que mora no Bairro G...
Após furtar obra, ladrão é capturado por moradores e ferido a tiros
Marcio Estacio Duarte Teixeira, de 31 anos, foi socorrido a Santa Casa de Campo Grande após ser atingido por dois tiros na madrugada deste domingo (1...


Fato é que o auxílio creche deveria ser dado para quem ñ tem seu filho matriculado no CREI Des. Milton Malulei. Além disto abrir um precedente ao nosso Excelentíssimo Governador atual para, também, fechar a "Zé Dú". EDUCAÇÃO de qualidade às crianças, esta luta deve ser d todos, mesmo aqueles, e porque ñ dizer, principalmente daqueles que ñ a desfrutam!
 
Isis de Carvalho em 22/04/2013 07:55:56
Partes do meu comentário anterior não apareceram. Então, cumpre esclarecer para os que não sabem que o custo de cada criança no CREI é menor do que o auxílio instituído pelo TJ. Outra coisa, não há sorte para conseguir a vaga, mas sim critérios. Não há lógica nem coerência em defender o fechamento do CREI para poder ter o pagamento do auxílio. Uma coisa não exclui a outra, podemos ter o CREI e, obviamente, manter o auxílio para os que não conseguem a vaga. Egoísmo é, segundo o dicionário, amor excessivo ao bem próprio, sem consideração aos interesses alheios. Quem luta pelo CREI, luta e sempre lutou pelo auxílio, não existe falta de consideração com interesses dos outros. Por que não existiria isonomia em manter o CREI e pagar auxílio para o servidor que não tem vaga ou mora no interior?
 
Fernanda Martins em 18/04/2013 22:59:33
Na qualidade de presidente do Sindijus - MS,. achei-me no dever de esclarecer, a quem possa interessar, que este sindicato, no intuito de atender aos anseios da categoria que representa, tem buscado de todas as formas dar vazão aos anseios de seus filiados. Não tem sido diferente, no que se refere aos acontecimentos que tem envolvido a Creche do Tribunal de Justiça. Desde a posse desta diretoria, temos mantido contado com as trabalhadoras da Creche, principalmente, com a Sr.ª Deise, Ana Rosangela e Cirene. Temos levado ao conhecimento do Presidente do Tribunal de Justiça, Dr. Joenildo, a necessidade da permanencia da Creche em atividade. Em nenhum momento, este Sindicato, compactua do fechamento desta instituição. Defendemos aquilo que nossos filiados defendem, o resto é especulação!
 
clodoir fernandes vargas em 18/04/2013 17:12:12
Minhas filhas estudaram no CREI e a qualidade é ótima! Indiscutível! O custo para o TJ em amplia-lo seria menor que pagar uma creche de 700 reais para cada filho de servidor da capital! É certo que não há condições de se ter creche em cada comarca, mas o auxílio atende aos servidores do interior. Infelizmente na capital não é possível pagar uma creche com o valor oferecido. E a questão do horário diferenciado é outro complicador. As creches atendem horário comercial.
 
Cristiane Arce em 18/04/2013 16:42:54
Contra o argumento da maioria, a permanência da creche atende apenas poucos sortudos. A maioria dos servidores da capital ficam muito tempo na fila para serem beneficiados com a vaga na instituição. Na minha opinião tem muito sentido a explicação de isonomia. Ora, que egoísmo é esse!
 
Jonas Terencio em 18/04/2013 16:33:03
Realmente, meu filho estudou no CREI e sua qualidade de ensino é excelente! Todos os profissionais são altamente capacitados o que garantiu a esta instituição um reconhecimento nacional por suas atividades. É lamentável sua extinção! Mas mais lamentável que este fato é a postura do Sindijus em concordar com seu fechamento, justificando que o benefício será estendido a todos os funcionários, sendo que este deveria mesmo é LUTAR pela manutenção do que há existente MAIS a concessão do benefício para os pais que não conseguiram vagas ou que moram em outras comarcas. Apoio este movimento de manutenção do CREI e a concessão do auxílio! Tenho fé em Deus que os Senhores Deputados o farão para bem dos serventuários do Poder Judiciário Estadual!
 
Astolfo rodrigues em 18/04/2013 15:14:06
continua...A questão não é apenas financeira (de dar o auxílio), mas também de analisar a qualidade do que está sendo passado à criança na instituição que ela se encontrar. Por exemplo, na capital, o auxílio proposto de R$300 não paga nem uma creche (ou escola) mais simples de bairro, quanto mais uma creche (ou escola) no nível pedagógico e estrutural do CREI. Sempre estivemos de acordo com a luta pelo auxílio educacional para TODOS os servidores, entretanto, a lógica demostra que não havia a necessidade de acabar com o CREI para instituir este auxílio, bastava implantar o auxílio para os servidores que não tinham vaga no CREI. Estão utilizando o nobre princípio constitucional da isonomia para acabar com um benefício do servidor a fim de alcançar objetivos (ainda não divulgados) ao final.
 
Fernanda Martins em 18/04/2013 15:12:53
continuando... A equipe que trabalha lá no CREI deveria ser colocada a disposição do Estado e do Município para passar sua experiência e sua metodologia para ser seguida por creches e escolas de todo Estado. Quem não acompanha o filho crescer talvez não entenda do que estou falando, mas para uma mãe ou um pai que tem seu filho no CREI nem um auxílio de R$ 1000 supriria a existência desta creche, porque lá se tem a tranquilidade e a satisfação de saber que o melhor ensino, cuidado nutricional e acompanhamento psicossocial está sendo proporcionado a seu filho. Sem falar no horário diferenciado do poder judiciário estadual (12 às 18 ou 13 às 19) que dificulta e muito a possibilidade de conseguir uma escola ou creche que atenda nesse período.
 
Fernanda Martins em 18/04/2013 15:05:58
O CREI é referência na metodologia de ensino. É inconcebível cogitar o fechamento de uma creche, quando é sabido da que na capital não há vagas nos Ceinf´s, somado ao fato de que o auxílio proposto é insuficiente para custear uma creche particular. No mais, o que se pleiteia não é a supressão do auxílio creche, mas sim o seu deferimento para os pais que não puderem matricular seus filhos no CREI, como é o caso dos servidores do interior. O custo para se manter uma criança no CREI, somando-se a contribuição mensal dos pais, é menor do que o valor do aludido auxílio. A estrutura já existe, com profissionais que realizaram concurso para essa finalidade, ora, a sugestão proposta atende aos interesses de todos os servidores do Estado.
 
guilherme albuquerque em 18/04/2013 15:01:36
Cara Mariana, egoísmo é a senhora achar que todos os servidores devem receber o auxílio creche, sendo que a maioria das escolas particulares não tem vagas e as que têm cobram um valor muito maior do que o que será pago pelo TJ, sem falar nas creches públicas que não possuem vagas, o que tem que ser feito é manter a creche e ampliá-la para que atenda todas as crianças filhos de servidores que trabalham na capital e pagar o auxílio para aqueles que estão nas comarcas, pois deixar que a Creche Des. Milton Malulei encerre suas atividades é um retrocesso da luta histórica de nós servidores e alegar que a creche privilegia alguns poucos, é desconhecer a história de luta pelo justo reconhecimento do trabalhador do PJMS!
 
Tatiana Rodrigues em 18/04/2013 14:14:47
Esse protesto é uma prova inegável de egoísmo absurdo. Ninguém consegue entender que o custo de manter a creche será revertido em benefício (auxílio-creche) para TODOS os pais servidores que têm filhos matriculados em escolas até cinco anos? Já que não há dinheiro para construir creches em todas as comarcas ou mesmo atender todas as crianças da capital o mais justo é pagar o benefício. Simples asssim.
 
Mariana Gomes em 18/04/2013 13:50:35
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions