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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

03/03/2016 12:39

Para Governo e União, ações entre estados podem combater contrabando

Natalia Yahn e Luana Rodrigues
Cigarros, além de medicamentos e eletrônicos, são principais produtos contrabandeados. (Foto: Marcos Ermínio)Cigarros, além de medicamentos e eletrônicos, são principais produtos contrabandeados. (Foto: Marcos Ermínio)

Ações conjuntas de combate ao contrabando entre os estados que fazem divisa com Mato Grosso do Sul podem ser algumas das possíveis soluções contra o contrabando. A medida foi apontada pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Sílvio Cesar Maluf, durante a apresentação do estudo “Rotas do Crime – Encruzilhadas do Contrabando”.

O relatório elaborado pelo Idesf (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras), foi apresentado hoje (3), que é o Dia Nacional de Combate ao Contrabando, na sede da Receita Federal, em Campo Grande.

“Os estados destinos como São Paulo e Minas Gerais, podem colaborar com a segurança. Consigo garantir que os polícias estejam na fronteira, mas não é possível pegar todo tipo de contrabando. Por isso o trabalho de segurança e fiscalização é importante, poderia interceptar o que passou”, disse Maluf.

Além de São Paulo e Minas Gerais também fazem divisa com Mato Grosso do Sul outros três estados, Paraná, Goiás e Mato Grosso. Já na fronteira são 12 munípios no Estado que são diretamente ligados aos Paraguai e a Bolívia.

Outra forma de combater o crime é oferecer oportunidades para a população que vive na região de fronteira, onde alguns moradores se envolvem para oferecer mão de obras e o contrabando se torna um “trabalho”.

“Em Foz do Iguaçu (PR) foi feito investimento em turismo, a cidade avançou e deu certo. O mesmo poderia acontecer em Mato Grosso do Sul”, afirmou o presidente do Idesf, Luciano Stremel.

Sílvio Cesar Maluf, secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, quer união entre estados que fazem divisa com MS, para combater contrabando. (Foto: Marcos Ermínio)Sílvio Cesar Maluf, secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, quer união entre estados que fazem divisa com MS, para combater contrabando. (Foto: Marcos Ermínio)

Mas o principal problema apontado pelo estudo, a falta de policiais para o combate ao crime, deve continuar sem solução. "Concurso eu não tenho programado. Mas no ano passado designamos 30 agentes para o DOF (Departamento de Operações de Fronteira)", disse o secretário da Sejusp.

O assessor especial do Ministério da Justiça, José de Freitas, disse que ações entre os estados podem ser realizadas, porém com o atual efetivo. "A palavra de ordem é integração das forças de segurança, para que possamos otimizar as ações e fazer mais operações. Com o efetivo disponível atualmente, mas não apenas uma ou duas vezes por ano e sim constantemente".

Estudo – Mato Grosso do Sul tem 1,1 mil quilômetros de estradas (vicinais e rodovias) sem fiscalização para coibir o contrabando e, por isso, é considerado a principal rota dos produtos ilegais que saem do Paraguai e da Bolívia e entram no Brasil.

A conclusão faz parte do estudo “Rotas do Crime – Encruzilhadas do Contrabando”, elaborado pelo Idesf, que apontou a fragilidade da fronteira de Mato Grosso do Sul – com o Paraguai e a Bolívia – uma das principais rotas para entrada de mercadorias ilegais por conta da divisa com estados consumidores como Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás, além do Mato Grosso.

Entre os principais itens irregulares que entram pelo Estado estão cigarros, medicamentos e eletrônicos. A Receita Federal abriu hoje (3) as portas do depósito onde ficam os materiais apreendidos, lá também estão guardados automóveis, pneus, roupas e diversos outros itens.



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