Patinete ou Uber Moto? Veja valores e o que compensa no bolso em Campo Grande
Novo serviço pode custar até mais caro, dependendo do pacote comprado pelo usuário
O mais novo meio de transporte de Campo Grande realmente compensa no bolso quando comparado a serviços de moto por aplicativo? O Campo Grande News fez a comparação e constatou que, em um trajeto de maior distância, a economia não é garantida. Além de levar mais tempo, o valor pode ficar próximo ou até superar o de uma corrida de Uber Moto.
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Patinetes elétricos estrearam em Campo Grande, mas um teste do Campo Grande News mostrou que o serviço pode custar mais do que uma corrida de Uber Moto em trajetos longos. Em um percurso de 8,8 km, o patinete pode sair entre R$ 12,55 e R$ 17,15, enquanto a moto por aplicativo custa entre R$ 11,90 e R$ 14,50. O projeto-piloto da prefeitura conta com 400 unidades e segue até outubro, com possível prorrogação até dezembro.
Em um percurso de 8,8 km, uma corrida de Uber Moto na tarde desta quarta-feira (8) saiu entre R$ 11,90 e R$ 14,50, dependendo do horário. O menor valor foi registrado por volta das 13h, no trajeto entre a Rua Antônio Maria Coelho e a Vila Bandeirantes, com viagem estimada em 17 minutos. Já em carro de aplicativo, o preço ficou em média em R$ 21,50.
No mesmo percurso, o patinete elétrico leva cerca de 35 minutos considerando um deslocamento urbano com paradas em cruzamentos e redução de velocidade. Embora a velocidade máxima permitida em ciclovias e ciclofaixas seja de até 20 km/h, na prática o tempo do trajeto varia conforme as condições do caminho.
Nesse cenário, o custo do patinete pode variar de aproximadamente R$ 12,54 a R$ 18,14, dependendo do pacote escolhido pelo usuário. O valor mais baixo considera a tarifa de R$ 0,33 por minuto, disponível para pacotes com maior tempo contratado. Já no uso avulso, com cobrança de R$ 0,49 por minuto, o mesmo trajeto pode ficar mais caro.
A cobrança dos patinetes que estrearam nesta semana em Campo Grande começa com taxa de desbloqueio de R$ 0,99. O preço por minuto varia conforme a modalidade escolhida. No uso avulso, começa em R$ 0,49. Conforme o usuário contrata pacotes com mais tempo de utilização, o valor por minuto diminui, podendo chegar ao mínimo de R$ 0,33.
Na prática, para percorrer 8,8 km, o patinete pode ficar próximo ou acima do valor de uma corrida de Uber Moto. A vantagem financeira aparece principalmente em deslocamentos mais curtos, especialmente em regiões onde o usuário consegue substituir pequenas corridas de aplicativo pelo equipamento.
Apesar da comparação de preço, quem testou o serviço nesta quarta-feira (8), primeiro dia após a ativação do projeto-piloto, destacou principalmente a praticidade.
O vendedor Fernando Menezes, de 41 anos, já experimentou o equipamento e pretende usar novamente. Ele conta que costuma utilizar carro ou ônibus, mas vê o patinete como uma alternativa para circular pelo Centro.
"É um meio de transporte muito bom, principalmente aqui no Centro. É muito prático, muito fácil de usar", afirmou.
O aprendiz de sushiman Christopher Rago, de 24 anos, acredita que a novidade pode ajudar a reduzir gastos com transporte. Ele já havia utilizado patinetes em viagens para São Paulo (SP) e considera que o serviço pode substituir algumas corridas de aplicativo.
"Eu costumo andar mais de Uber, então pode ajudar bastante. É uma ideia bem prática", disse.
Os amigos Eduardo Rios, de 18 anos, e Pedro Augusto, de 20, testaram o equipamento usando um plano de 30 minutos. Eles avaliaram positivamente a experiência e disseram que o patinete pode ser útil para circular pela região central.
"Eu costumo andar de moto e de carro, mas para circular aqui pelo Centro o patinete vai ajudar bastante", comentou Eduardo.
Pedro também comparou o custo com outros meios de transporte e considerou que vale a pena para determinados deslocamentos. "Achei que compensa, é mais barato do que o serviço que tinha antes e dá para andar bastante nesse tempo", relatou.
O autônomo Baiflu Alencar, de 25 anos, escolheu a cobrança por minuto para testar o serviço antes de decidir se vai utilizar com frequência. Para ele, o custo final será o principal fator para avaliar a vantagem.
"Como não venho ao Centro com muita frequência, não faria sentido contratar um pacote por dias. Vou saber quanto fica e vou conseguir avaliar se vale a pena ou não", afirmou.
A fase de testes do projeto de micromobilidade da Prefeitura de Campo Grande começou nesta semana e segue até outubro, com possibilidade de prorrogação até dezembro. Ao todo, 400 patinetes devem ficar disponíveis em diferentes regiões da cidade.
Para utilizar o serviço, o usuário precisa baixar o aplicativo da empresa responsável, fazer cadastro, escolher um equipamento disponível e desbloquear pelo QR Code. A circulação deve seguir as regras de trânsito: em ciclovias e ciclofaixas, a velocidade máxima é de 20 km/h; nas calçadas, o limite é de 6 km/h, com prioridade aos pedestres.



