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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

15/12/2012 12:49

Pedindo paz, famílias de vítimas da violência fazem carreata

Mariana Lopes
Carreata começou nos altos da Afonso Pena (Foto: Mariana Lopes)Carreata começou nos altos da Afonso Pena (Foto: Mariana Lopes)

Quase quatro meses após perderem os filhos, que foram cruelmente assassinados em agosto deste ano, os pais dos estudantes Breno Luigi Silvestrini de Araújo, 18 anos, e Leonardo Batista Fernandes, de 19 anos, organizaram uma carreata na manhã deste sábado (15) em clamor pela paz.

Cerca de 80 carros percorreram as ruas do centro de Campo Grande com um único objetivo: chamar a atenção das pessoas para se unir à luta contra a impunidade de crimes e mais rigor na Constituição Brasileira.

A fila de carros foi puxada por um triciclo no qual estava Rubens Silvestrini, pai de Breno. Personalizado para a carreata, na frente do veículo tinha uma foto dos dois estudantes, a mesma imagem que também estava estampada nas camisetas que foram distribuídas a todos que abraçaram do movimento, e nem a chuva fina desanimou os envolvidos

Antes e depois do percurso pelas ruas da cidade, as famílias estavam recolhendo assinaturas para o movimento “Pelo Fim da Impunidade”, que, de acordo com Rubens, já tem 50 mil nomes de Campo Grande.

O sofrimento, as famílias tentam transformar em luta, como descreve a mãe de Leonardo, Angela Miracema Batista Fernandes. Este é o segundo movimento nas ruas da Capital que as famílias organizam. “Esse ato é para beneficiar toda população, para os nossos filhos já é tarde, não vai trazê-los de volta”, afirma Angela.

Entre os carros, mais uma família que recentemente perdeu um membro para a violência. Mãe, irmãos, sobrinhos, primos, tios do enfermeiro Ike Cézar Gonçalves apoiaram o movimento. “Somos vítimas também, temos que apoiar”, diz Jaci Vieira do Nascimento, a mãe do enfermeiro que foi assassinado com um tiro na cabaça, disparado por um policial militar.

Família de Ike, assassinado com um tiro na cabeça disparado por um policial militar (Foto: Mariana Lopes)Família de Ike, assassinado com um tiro na cabeça disparado por um policial militar (Foto: Mariana Lopes)

Para a mãe de Breno, Lilian Silvestrini, o brasileiro está acomodado. “O povo tem força e não sabe que tem, precisamos sair do lugar e fazer algo”, pontua. Ela e o resto da família ainda sentem na pela a dor da perda e lutam para continuar a vida normalmente.

“É uma dor muito grande, que não passa. Tem coisas que a vida impõe, que não tem como não fazer, o resto a gente empurra, falta força para muita coisa”, diz Lilian, que decidiu não ficar parada em relação à violência e à impunidade.

Como diz a canção de Tim Maia, que foi uma das trilhas sonoras da carreata, “mas quem sofre sempre tem que procurar, pelo menos vir achar razão para viver”. A razão para viver, as famílias buscam na lembrança dos jovens. “A dor uniu nossas famílias”, conta Lilian.

A carreata começou nos altos da avenida Afonso Pena e terminou em frente à Praça do Rádio Clube, ao som da música “Múmias”, do grupo Biquíni Cavadão. “Errar não é humano, depende de quem erra. Esperamos pela vida, vivendo só de guerra”. E no fundo, é nesta situação na qual as famílias sentem viver. “Queremos fazer com que os jovens parem de usar drogas, é isso que engrossa a situação”, pondera a mãe de Breno.

Quem quiser aderir ao movimento, pode acessar o site WWW.pelofimdaimpunidade.com.br, e assinar.

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Também aderi e tentei motivar amigos e conhecidos, mas a passividade do povo brasileiro é muito grande. Cada dia a violência atinge mais lares, jovens são assassinados e o país perde pessoas que tinham tudo para fazer o Brasil um país melhor. Muito difícil isso.
 
Rejane Siqueira em 22/01/2013 09:47:31
Prá mim, não adianta.
Psicologia e boas maneiras com quem está "chapado" é bobagem e perda de tempo.
Músicas de Tim Maia e Biquini Cavadão? Prá que? Onde que adianta? Acorda, gente boa. Estão nos matando e nós só fazemos passeatas, carreatas, e outras "atas" da vida, ao som de músicas que nada dizem da nossa realidade e da dor de quem perdeu um ente querido em um assalto, em um ato de violência.
Enquanto isso, a bandidagem se fortalece, se empolga na impunidade e aumenta a matança.
Claro que é mais fácil "deixar para a Justiça resolver!", só que a Justiça no MS anda rápido como tartaruga e é cega MESMO, coitada. E, de quebra, meio retardada das idéias.
Vamos combatendo a violência assim, com paliativos mornos e logo, logo teremos mais mortes a lamentar.
 
Osório Almeida Retumba Carneiro Monteiro em 16/12/2012 22:26:31
que Deus conforte os coraçoes de todas as familias ......Que lutam por justiça.....Realmente n podemos deixar q caia no esquecimento para essa nossa justiça as vezes tão falha ,temos q pedir leis mais severas..... p esses marginais ,..... Que estão a cada dia mais deixando Mães e Pais chorando pelos seus filhos...... E filhas e filhos chorando pelos seus PAIS..... .eliane chislaves
 
eliane oliveira chislaves em 16/12/2012 13:02:47
Parabéns aos pais de Bruno e Leonardo que continuem assim lutando para fim impunidade , isso mesmo ,,, nao vamos deixar cair no esquecimento ,,,,eu recebi lista por e mail assinei passei pra todos no meu servico colhi varias assinatura de vizinhos, e acredito que todo ser Humano deveria fazer sua parte contribuindo com assinaturas para que de BASTA fim impunidade,,, que esses traficantes tambem cumpre pena que afinal eles sao responsaveis por tantas MORTES,,, cidade ta cheia de droga , crimes s´po aumentando cada dia vai um jovem isso lamentavel,,,,
 
Rosilene leonel em 15/12/2012 19:45:14
Isto sim é uma manifestação e não aquela baderna que foi feita ontem no conj. Aero Rancho. Parabéns aos organizadores e aos participantes pela forma ordeira e sensata como têm se manifestado e pela batalha que abraçaram em prol de melhoria nas Leis de nosso país. Um forte abraço aos pais e familiares dos rapazes e muita força todos os dias.
 
Gladis Caramalac em 15/12/2012 14:10:25
Aderi a este movimento após ler a matéria e recebi o seguinte e-mail:

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Este é só um dos primeiros passos para conseguirmos um Brasil mais justo, menos impune.

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Atenciosamente,

PETIÇÃO - Pelo fim da impunidade!

*CONCORDO EM NÚMERO, GÊNERO E GRAU!! Vamos dar o primeiro passo, participem!!!!!
 
Thiago Assis em 15/12/2012 13:27:04
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