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Capital

Pelo 2º ano, fogo em fábrica começou em lixo e se alastrou para chácara vizinha

Chamas começaram por volta das 9h e no local há uma equipe do Corpo de Bombeiros com dois militares

Por Ana Paula Chuva e Clara Farias | 20/06/2024 13:03
Militar do Corpo de Bombeiros usa soprador para controlar as chamas (Foto: Paulo Francis)
Militar do Corpo de Bombeiros usa soprador para controlar as chamas (Foto: Paulo Francis)

O fogo na antiga fábrica da Frutilla começou por volta das 9h desta quinta-feira (20), em um monte de lixo e as chamas se alastraram rapidamente para uma chácara que fica ao lado do local na BR-262, perto do Anel Viário, em Campo Grande. Dois militares do Corpo de Bombeiros estão trabalhando no combate ao incêndio.

Por conta do tempo seco, o fogo se alastrou rapidamente em direção à rodovia, mas foi controlado pelos militares. No entanto, não foi possível impedir que as chamas invadissem a propriedade vizinha.

Ao Campo Grande News, o dono da chácara, que prefere não se identificar, contou que os incêndios na fábrica são recorrentes e sempre invadem a propriedade. Por isso, ele decidiu instalar caixas d’água que são acionadas assim que as chamas começam. Por enquanto, o controle é feito por um trator e aceiros feitos no terreno.

No local, uma equipe do Corpo de Bombeiros composta por dois militares tenta controlar as chamas. No entanto, por conta do difícil acesso à fábrica que está fechada, eles usam apenas sopradores no trabalho.

À reportagem, eles disseram que seria necessário enviar todas as equipes da cidade para o combate ao incêndio, já que a área é muito extensa. Os militares chegaram no local por volta das 11h10 e o fogo já havia consumido um dos dez hectares que tem o terreno da fábrica.

Chácara ao lado da fábrica foi tomada pelo fogo no final desta manhã (Foto: Paulo Francis)
Chácara ao lado da fábrica foi tomada pelo fogo no final desta manhã (Foto: Paulo Francis)

Recorrente – Em novembro de 2023, o local foi tomado por incêndio. Na ocasião, seis equipes do Corpo de Bombeiros trabalhavam para combater as chamas na fábrica. O fogo começou em galões de amônia vazios durante a madrugada e durou semanas.

Na época, Ricardo Rodrigues de Oliveira conversou com o Campo Grande News. Ele morava na região da fábrica e passou dias sentindo o cheiro da fumaça que tomou conta da residência. No dia do incêndio, ele contou que ligou o ar-condicionado e se trancou com a família, mas ainda assim foi difícil suportar o calor intenso provocado pelas chamas.

Donos de chácara nos arredores dizem que o que acontece ali é um "tragédia anunciada". O lugar foi abandonado e virou ponto de descarte de lixo, principalmente, plástico e vidro, que potencializam o calor do sol e ateiam fogo na vegetação seca.

Fumaça densa causada pelo fogo no galpão em novembro do ano passado (Foto: Genifer Valleriano)
Fumaça densa causada pelo fogo no galpão em novembro do ano passado (Foto: Genifer Valleriano)

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