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Capital

Permanência de Arcanjo em Campo Grande é prorrogada até setembro

Marta Ferreira | 24/01/2012 12:21
João Arcanjo está em Campo Grande desde outubro de 2007,quando veio transferido de Cuiabá. (Foto: Arquivo)
João Arcanjo está em Campo Grande desde outubro de 2007,quando veio transferido de Cuiabá. (Foto: Arquivo)

Apontado como um dos chefões do crime organizado no Mato Grosso, João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “Comendador”, deve ficar no Presídio Federal de Campo Grande pelo menos até setembro deste ano. É a quarta vez que a permanência dele é prorrogada pela Justiça Federal, apesar das várias tentativas da defesa de transferi-lo de volta para o estado de origem.

A permanência foi renovada em dezembro pela 5ª Vara da Justiça Federal, em Campo Grande, responsável pela execução penal, mas só na semana passada foi publicada.

A defesa do Comendador já tentou, sem sucesso, que ele fosse colocado em regime semi-aberto, alegando que já cumpriu tempo necessário para a concessão do benefício.

O pedido foi negado tanto no TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) quanto pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Segundo informações do STJ, a defesa alegou que Arcanjo é vítima de constrangimento ilegal, pois apesar de já ter cumprido o tempo necessário à concessão das benesses e possuir bom comportamento carcerário, teve negado seu pedido.

Transferência–Com a nova prorrogação, está entrando no quinto o tempo de permanência de Arcanjo em Campo Grande. Ele veio transferido em outubro de 2007.

Pela lei que criou o sistema penitenciário federal, os presos só poderiam ficar em cada unidade por no máximo 360 dias.

Arcanjo é acusado de crimes que vão de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha, sonegação fiscal e contrabando.

Ex-policial civil, ele é apontado como líder do crime organizado no Mato Grosso e recebeu o título de comendador da Câmara de vereadores de Cuiabá.

Acusado de ser o principal bicheiro de Mato Grosso, de ter sonegado mais de R$ 480 milhões de impostos e de ser o mandante do assassinato do jornalista Domingos Sávio Brandão de Lima Júnior, dono do jornal Folha do Estado, em 2003, João foi preso no Uruguai, em 2003.

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