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Perseguição em que criança foi morta atropelada gerou pânico em bairro

Por Viviane Oliveira e Fernando da Mata | 29/02/2012 11:04

A menina chegou a ser socorrida, mas não resistiu ao ferimento e morreu na Santa Casa

Cláudio mostra local onde criança foi atropelada. (Fotos: Fernando da Mata)
Cláudio mostra local onde criança foi atropelada. (Fotos: Fernando da Mata)
Muita abalada, a família de Rayane não quis falar com a imprensa.
Muita abalada, a família de Rayane não quis falar com a imprensa.

Moradores do Parque Iguatemi, na região do bairro Nova Lima, em Campo Grande, viveram uma tarde de pânico ontem, ao presenciar a perseguição em que a menina Rayane de Amorim Piccelli Pereira, de 6 anos, morreu após ser atropelada por Magno Henrique Martins dos Santos, 28 anos. De moto, ele fugia de policiais civis.

O proprietário de uma bicicletaria Cláudio Alves, 40 anos, disse que o atropelamento foi no cruzamento da rua Major Giovane Francisco Nadalim com Jaime Cerveira.

Conforme ele, o rapaz estava de moto em alta velocidade e um carro descaracterizado da Polícia Civil atrás dando tiro para cima. “Ele subiu uma rampa que tem na esquina, quando desceu bateu na menina”, relata, que o bandido continuou em fuga e a Polícia atrás.

“Quando eu vi, a criança já estava no chão, pensei que havia sido atingida por um tiro, depois vimos que foi atropelada”, afirma.

Ele conta que as crianças estavam saindo da escola Municipal Nerone Maiolino. “Rayane estava acompanhada da irmã de 10 anos, e da minha filha, Jenyfer Aparecida Lima da Silva, 12 anos, elas estão em estado de choque”, afirma.

A menina teve vários hematomas no rosto e na cabeça. “É uma barbaridade, quando cheguei perto dela já estava com dificuldade de respirar, só soluçava, lamenta Cláudio.

Ele e a esposa, Eliana Aparecida de Lima, 35 anos, criticam a ação da Polícia. Segundo o casal, no horário de saída da escola não pode haver perseguição, ainda mais com tiros. “A tragédia poderia ter sido maior”, finaliza.

Muita abalada, a família de Rayane não quis falar com a imprensa. A irmã de 10 anos, que estava junto com Rayane no momento do acidente, não parava de chorar.

Rua Major Giovane Francisco Nadalim, onde os policiais perseguiram bandido.
Rua Major Giovane Francisco Nadalim, onde os policiais perseguiram bandido.

Mandado de prisão - De acordo com o delegado Weber Luciano de Medeiros, da 2ª Delegacia, os policiais estavam atrás de Magno por conta de um mandado de prisão do município de Rio Verde, por ter trocado tiros com a Polícia Militar, ocasião em que sua mulher foi presa por tráfico de drogas.

Magno tem nove passagens pela Polícia, por tentativa de homicídio, tráfico de drogas, violência doméstica, furto qualificado, portar drogas para consumo pessoal.

“Nós recebemos a informação de que ele estava no Nova Lima, nossa equipe se deslocou para lá. Quando ele percebeu que estava sendo seguido tentou fugir. O delegado afirma que nenhum tiro foi dado antes da crianças ter sido atropelada.

“As crianças estavam no canto da rua. Ele jogou a moto em cima delas para tirar o foco da perseguição”, afirma que o rapaz foi preso um quilômetro depois do acidente.

Magno foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, motivo fútil, dificultou a defesa da vítima e resquícios crueldade. Ele está preso provisoriamente na 2ª Delegacia de Polícia.

Acidente - Rayane morreu após ser atropelada por uma moto, no fim da tarde de ontem (28), no Nova Lima, região Norte de Campo Grande.

A criança foi arremessada e parou 24 metros a frente do local do atropelamento, em estado grave, ela foi transportada pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para a Santa Casa, mas morreu no hospital por volta das 23 horas.

Rayane estava saindo da escola quando foi atingida pela moto Honda Broz, conduzida por Magno.

O motociclista estava fugindo da Polícia e, durante a perseguição atropelou a criança. Magno continuou a fuga, mas foi capturado pelos policiais.

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