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Campo Grande, Quarta-feira, 24 de Abril de 2019

07/01/2019 10:21

Pichado, Aquário tem segurança, mas sem câmera de monitoramento

Governo calcula valor de licitação para concluir obra que se arrasta desde 2011 em Campo Grande

Aline dos Santos
Cúpula do Aquário, nos altos da avenida Afonso Pena, exibe pichação (Foto: Gabriel Marchese)Cúpula do Aquário, nos altos da avenida Afonso Pena, exibe pichação (Foto: Gabriel Marchese)

Apesar de o Aquário do Pantanal exibir pichação na cobertura metálica, indicativo de abandono, a Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura) informou nesta segunda-feira (dia 7) que a obra tem segurança. Contudo, sem câmeras de monitoramento, o que impede identificar quando foi feita e o autor.

A conclusão do empreendimento, que fica nos altos da avenida Afonso Pena, em Campo Grande, deve ser licitada neste ano, com lançamento do edital ainda em janeiro.

Com custo estimado em R$ 230 milhões, ainda é calculada a quantia necessária para fim da obra. “Estamos fazendo o orçamento de todos os itens para ter o valor. Mas é uma obra atípica. Poucas empresas no Brasil têm experiência para fazer aquário. Vamos ter atenção especial diária”, afirma o titular da Seinfra, Murilo Zauith.

A saga da gigante elipse começou em fevereiro de 2011, quando a Egelte Engenharia venceu licitação para construir o Centro de Pesquisa e de Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira, nome oficial do aquário, por R$ 84 milhões.

Em 2014, a construção foi repassada em subempreita para a Proteco Construções. No ano de 2016, o empreendimento voltou para a Egelte. Entretanto, apesar da reativação de contrato, a obra não caminhou de fato. Em 22 de novembro de 2017, o governo estadual confirmou o rompimento do contrato com a Egelte, alegando que a empresa não tinha condições de concluir a obra.

Segunda colocada na licitação, a Travassos e Azevedo havia cotado, em 2011, seus serviços em R$ 88 milhões. Chamada para assumir o serviço em novembro de 2017, ela recusou o contrato. Neste cenário, surgiu um grande acordo entre o atual governo, MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado).

Foi apresentada à Justiça a proposta de dispensar a licitação e concluir o Aquário do Pantanal por meio de contratação direta com duas empresas, ao custo de R$ 38,7 milhões. Apesar das tentativas de fazer a obra com dispensa de licitação, a decisão do governo de lançar processo licitatório.



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