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Campo Grande, Domingo, 18 de Agosto de 2019

04/06/2019 14:13

Pintor é condenado a 14 anos por matar pai de santo asfixiado na Capital

Michael Morgan foi assassinado em julho de 2018; defesa alegou que réu estava sendo ameaçado a ter imagens expostas

Silvia Frias
Leonardo no dia em que prestou depoimento, em fevereiro deste ano (Foto/Arquivo: Kisie Ainoã)Leonardo no dia em que prestou depoimento, em fevereiro deste ano (Foto/Arquivo: Kisie Ainoã)

O pintor Leonardo Rodrigues Jure, 25 anos, foi condenado a 14 anos de prisão, em regime fechado, pela morte do pai de santo Michael Morgan Noronha Andreoli, em julho de 2018, na Vila Piratininga, em Campo Grande. Os jurados o absolveram da prática de furto.

O caso chegou a ser tratado como suspeita de latrocínio, mas investigações apontaram que a vítima foi morta por motivação passional. Na delegacia, Leonardo contou que, quando conheceu a vítima, em 2013, se relacionou sexualmente com ela e, a partir daí, passou a ser ameaçada.

O julgamento ocorreu hoje, pela 1ª Vara do Tribunal do Júri. Segundo a denúncia do MPE (Ministério Público Estadual), o crime aconteceu por volta das 22h50, do dia 30 de julho de 2018, quando Leonardo usou fios de ventilador e de um notebook para estrangular a vítima.

Pela denúncia, consta que Michael, então com 57 anos, o teria ameaçado divulgar imagens de relação sexual entre os dois, caso Leonardo não continuasse a frequentar a casa dele.

Na noite do crime, Leonardo teria dissimulado que era manter relação sexual com a vítima quando o asfixiou. Depois, levou notebook e dois aparelhos celulares pois achava que continham as imagens relatadas pelo pai de santo.

A defesa alegou que Leonardo somente agiu diante da ameaça da divulgação das imagens o que também desqualificam o fato de não ter dado chance de defesa à vítima e a tese de furto, já que o réu somente levou os objetos por acreditar que ali estavam armazenadas as imagens.

Os jurados consideraram o pintor culpado pelo crime de homicídio, mas desqualificaram o furto. A juíza Denize de Barros Dódero calculou a pena base em 12 anos por homicídio, acrescida de dois anos por dificultar a chance de defesa da vítima.

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