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Capital

PM preso por tráfico foi condenado na Máfia dos Cigarreiros e por agredir a mãe

Junto do irmão gêmeo, Alisson José Carvalho de Almeida já apareceu até em matéria do Fantástico

Adriano Fernandes e Helio de Freitas | 24/08/2022 21:51
Policiais chegando à Corregedoria da PM nesta quarta-feira (25). (Foto: Henrique Kawaminami) 
Policiais chegando à Corregedoria da PM nesta quarta-feira (25). (Foto: Henrique Kawaminami)

Preso nesta quarta-feira (24) no âmbito da operação "Magna Manu", da Corregedoria da Polícia Militar, o policial Alisson José Carvalho de Almeida já foi condenado por agredir e ameaçar de morte a própria mãe, e até apareceu em matéria do Fantástico, de 2019, que denunciou a participação dele e do irmão gêmeo Wellington Carvalho de Almeida, na Máfia dos Cigarreiros. O envolvimento no esquema também custou a Alisson condenação, que foi reflexo da Operação Oiketicus, de 2017.

Alisson. (Foto: Reprodução/TV Globo) 
Alisson. (Foto: Reprodução/TV Globo)

O irmão de Alisson era funcionário público da prefeitura de Dourados e se disfarçava de policial federal, para extorquir uma quadrilha de contrabandistas. Todo esquema veio à tona no programa da Rede Globo depois que Wellington e Alisson, disfarçados de agentes federais, partiram para cima de dois homens do serviço de inteligência da Polícia Rodoviária Federal.

A investigação que levou à prisão do policial por envolvimento na máfia do contrabando de cigarros, apontou um rede que abrangia policiais militares, em especial, os que atuavam na fronteira, para a prática do crime de corrupção e organização criminosa. Eles facilitavam o contrabando e recebiam propina por isso. Muitos apresentaram evolução patrimonial incompatível com as rendas recebidas.

Assim como o ex-sargento e entusiasta à "blogueiro" Thiago de Souza Martins, que também foi preso hoje, Alisson havia sido expulso da Polícia Militar em outubro de 2021, mas foi reintegrado à corporação em julho deste ano por decisão judicial. Thiago e Alisson estavam "tomando" as drogas que apreendiam para eles próprios realizarem o tráfico, ao invés de encaminharem o entorpecente para as delegacias.

Antes de acumular condenações por corrupção na Polícia Militar Alisson de Almeida já havia sido denunciado pelo Ministério Público, por ter agredido e ameaçado matar a mãe em setembro de 2014, na cidade de Nova Andradina. As agressões ocorreram durante uma briga de família por conta de uma residência. Em juízo, a mãe do policial reiterou que foi agredida com socos e tapas pelo próprio filho e que ele disse que a mataria. Pelas agressões, Alisson foi condenado 4 meses e 15 dias de prisão em regime aberto.

"Magna Manu" - Deflagrada nesta manhã (24), a operação "Magna Manu", da Corregedoria da Polícia Militar, foi realizada para prender preventivamente militares que estavam desviando drogas apreendidas para revender em Campo Grande. Principal alvo, Thiago de Souza era um dos administradores do grupo de WhatsApp, com 68 integrantes, denominado “Bolão do Sheriff67”, responsável por fazer o bolão da Mega-Sena.

Ele também é famoso nas redes sociais pela página Sheriff 67, que compartilha conteúdos policiais de todo Brasil e já chegou a ter 25 mil seguidores em perfil que foi desativado. No perfil atual, "sheriff67_oficial", mais de 7 mil pessoas acompanhavam as publicações.

A prisão de um traficante no final do mês de julho foi o que desencadeou a investigação contra os militares. Durante a ocorrência foram localizados nove tabletes de pasta base de cocaína pesando aproximadamente nove quilos. Foram realizadas outras diligências que levaram a indícios de participação de policiais militares na prática dos crimes de peculato e tráfico de drogas. Os dois policiais foram encaminhados para a Corregedoria da PM, onde foram ouvidos e conduzidos para Presídio Militar Estadual.

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